A professora e escritora Irlanda Gomes lançou em novembro o livro "Face de Ébano: vivências e trajetórias afros". Ela autografou a obra sobre a entidade e a história de homens e mulheres negras na programação da 69ª Feira do Livro de Porto Alegre, na Praça da Alfândega.
O objetivo foi reunir especialistas, militantes, pessoas e instituições nacionais e internacionais, discutindo estratégias e políticas públicas voltadas para a disseminação da cultura antirracista e o respeito às diferenças.
Entre os participantes estão Maurício Ricardo Vieira Flores, ex-comandante do quartel da Brigada Militar em Guaíba; Cleverson Aramis, professor da rede municipal; Fábio "Seguidor F" e Marcos Alexandre da Cruz "Mark B", apresentadores da RBS TV; a missionária Nara Silva; e a professora reconhecida nacionalmente Petronilha Gonçalves e Silva.
"Aprender a lidar com a desconfiança do mundo pelo fato de sua cor, ao entrar num mercado, ao passear em um shopping, ao ter o banco do ônibus com um lugar vago ao lado do seu mesmo com o ônibus cheio, nos faz sermos mais perspicazes e sagazes nos nossos objetivos. Hoje, ao vencer as demandas da vida, tentamos ser referência e inspiração para outros jovens que, assim como eu, saem de suas residências nos mais diversos locais e vão à luta", escreveu Flores.
Para Aramis, a voz e a presença do negro e da negra estão conquistando representatividade mais ampla em espaços assujeitados pela sociedade por muitos anos. É preciso seguir firme na afirmação da cultura negra, tão rica, para que a sua história seja também marcada com registros de felicidade.
O professor de história Paulo Santos, de Westfália/RS, busca resgatar memórias e identidades que lá atrás ficaram perdidas e ocultadas na invisibilidade traiçoeira de uma sociedade. "Nosso papel e nossa luta diária devem ser em busca de equidade social, de sonhos perdidos, em busca do que é direito, do que é igual e do que é nosso", disse.
O livro é o segundo da escritora Irlanda Gomes. Em 2021 publicou "Logradouros da cidade de Guaíba com ascendência africana", vencedor da categoria literária do Prêmio Repórter Guaibense 2022, sobre homens e mulheres da comunidade negra que deixaram marcas de sua história e agora são títulos de ruas e avenidas da cidade.
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