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Espetinho do Vini, primeiro restaurante para autistas, repercute nas redes sociais

ideia é do empresário Vinicius Longaray, pai de Enzo, de cinco anos

Espetinho do Vini, primeiro restaurante para autistas, repercute nas redes sociais
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Guaíba tem o primeiro restaurante para pessoas com transtorno do espectro autista: o Espetinho do Vini, no Bom Fim. A ideia é do empresário Vinicius Longaray que, pai de Enzo, de apenas cinco anos, queria receber outras familias atípicas em seu empreendimento na zona oeste da cidade.

A novidade repercutiu nas redes sociais há duas semanas atrás e está atraindo o público, principalmente aqueles que vivem diariamente com crianças e adolescentes diagnosticados com autismo. Mais de 60 mil pessoas visualizaram a página em quase uma semana.

"A gente se fecha para mundo quando descobre o diagnóstico, porque há sim muito preconceito e não sabemos como agir em outros lugares. Há muitos lugares restritos que não conseguir ir, ainda mais em lugares barulhentos, pois eles são muito sensíveis aos barulhos", diz.

A ideia surgiu quando uma cliente do restaurante postou nas redes sociais algum lugar que havia empatia com as crianças autistas, com brinquedos acessíveis. "Foi dessa maneira que começamos a preparar nosso restaurante com a temática, e ai começou todo o planejamento para inaugurar esse espaço especial para essas pessoas. Pesquisei e, com base de depoimentos de mães e em nossas experiência de pais do Enzo, aos poucos começamos a montar esse espaço especialmente para eles", conta Longaray.

O local contém brinquedos relacionados ao hiperfoco de crianças, como caminhões, dinossauros, carrinhos, legos e bonequinhos, além de escorredores infantis para se sentirem bem.

O cardápio também é adaptado, exclusivo para as crianças. Sendo que os autistas em si têm muita seletividade alimentar, o cardápio é separados por porções dando a oportunidade aos pais de escolherem as melhores opções. Não 
havendo desperdícios de comidas.

"Quero que pais comem em paz, porque achamos muito difícil em restaurantes considerados normais haver essa tranquilidade. Se não tiver a área kids você não come direito, a gente se priva de irem a alguns lugares. [...] Antes de tudo fizemos isso com carinho e amor, sendo inclusivo e levando informações para as pessoas que não convivem com a causa", conclui.

O restaurante deve ser, sim, o primeiro restaurante para  pessoas com transtorno do espectro do autismo do Brasil, sendo que em São Paulo há um para pessoas com síndrome de down e, em 2017, outro restaurante criou um cardápio especializado para autistas no Reino Unido. 

 

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