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Estudante apresenta proposta de reforma da Ilha das Pedras Brancas

Brenda Borges apresentou o trabalho “Ilha das Pedras Brancas- Lugar de Memória”

Estudante apresenta proposta de reforma da Ilha das Pedras Brancas
Maris Strege
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Sendo presídio durante a Ditadura Militar e abandonado pelo poder público há mais de 40 anos, a ilha das Pedras Brancas foi tema de dissertação no curso de Arquitetura da faculdade Uninter. A estudante Brenda Borges apresentou o trabalho “Ilha das Pedras Brancas- Lugar de Memória”, como resgate da história da ilha do Lago Guaíba e preservação da paisagem. A orientação é do professor Ricardo Potolsi. 

O local é registrado como sítio arqueológico junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), de propriedade do Estado e cedida a prefeitura de Guaíba para cunho turístico.

Brenda apresentou um programa interessante de reforma da Ilha, ainda mais com o crescimento do turismo náutico na região, mas que ainda precisa de mais políticas publicas de transportes hidroviários. 

A proposta prevê área administrativas, atividades culturais, com restaurantes e espaços para exposições, e de preservação da memória dos presos políticos durante regime militar no Brasil. A ideia também é incentivar espaços pedagógicos, afim de incentivar visitas de estudantes das redes públicas e privado como instrumento de ensino.

O projeto é referente a 50% da ilha, como forma de preservar parte das paisagens vistas em Porto Alegre e Guaíba, tratando as ruínas como elementos centrais.

“O que mais me motivou pra fazê-lo foi a paisagem, quem vive em Guaíba sabe que a ilha é muito marcante e a atual conjuntura política”, comenta Brenda sobre a apresentação do TCC. O projeto deve ser apresentado ao governo do Estado e a estudante conversou com Secretaria de Cultura de Guaíba sobre o trabalho.

 

 

 

A ocupação da Ilha Pedras Brancas iniciou em 17 de julho de 1857, quando o Exército construiu a 4ª Casa da Pólvora de Porto Alegre. O depósito de pólvora funcionou até meados de 1930, quando os militares abandonaram as instalações, passando na década de 50, a ser utilizada como laboratório para desenvolver vacina contra a peste suína que afetava o Estado e o País. Em 1956, passa a abrigar penitenciária de segurança máxima.

Durante o regime militar, além de abrigar presos perigosos, a Ilha cedeu espaço a presos políticos. Em 1973, a prisão chegou a ser desativada, mas reabre em 1980. Denúncias de torturas e maus tratos aos presos leva o governo a desativar o presídio. Em 1983, o presídio é desativado e a administração da Ilha é transferida da Secretaria de Segurança para Secretaria de Turismo do RS.

Guaíba obteve, através de uma iniciativa da Associação Amigos do Meio Ambiente (AMA), da Associação Movimento Pro-Cultura de Guaíba e com o apoio da prefeitura, a cedência para o Município da Ilha Pedras Brancas em 2006 por cinco anos e renovada por mais 25 anos. Em 2014, a cidade solicitou o tombamento da Ilha, sendo assinada pelo governador Tarso Genro no final de 2014.

No local existe uma gruta de Nossa Senhora dos Navegantes. No dia 2 de junho de 2007 gruta ganhou uma nova imagem depois de sofrer ato de vandalismo e desde então ocorrem vistas e celebrações de Navegantes, no dia 2 de fevereiro de cada ano.

 

Assista a apresentação:

FONTE/CRÉDITOS: Valmir Michelon - Jornal Nova Folha
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