A história dos 50 da escola da Império Serrano está em exposição no Museu Carlos Nobre, no centro de Guaíba. A mostra começou na Semana da Consciência Negra, em novembro, e segue até o final de dezembro.
O trabalho é fruto da pesquisadora Carol Santos, sobre a territoriedade da escola de samba como espaço de resistência, e do livro "Eu Sou do Morro", que conta a história da agremiação inaugurada no começo da década de 70 por seu Irajá, seu Jairo e o falecido Liberato Garcia.
Essa história serviu como base para colocar a Império Serrano como patrimônio imaterial de Guaíba, no final de 2020, por suas formas de realizar o carnaval. "A gente sabe que se olhar para história de Guaíba e pensar num grupo carnavalesco que persiste e monta seu carnaval durante 50 anos é um longo processo", diz o historiador e escritor Ricardo Cruz.
Banners contam a história desde os amigos que saíram do Admiradores do Ritmo (1969), a presença afro-brasileira no bairro Ermo, os desfiles da nação imperialistas nos anos 70, 80 e 90, e o dia que "calou o samba". Guaíba sentiu a perda do fundador Liberato Garcia, um dos mais queridos homens do samba, em 1991, e um ano depois (1992) desfilou sem "o grande líder".
"A exposição também acontece para homenagear a Império Serrano que fez meio século de dedicação ao carnaval no ano passado, a importância dessa exposição é para justamente refletir e saudar esse patrimônio imaterial de nossa cidade. É olhar, exaltar e comemorar o que é nosso", afirma a museóloga Marina Gutierres.
A exposição também contém capas dos jornais da época, O Guaíba e O Repórter, que repercutiam os desfiles da Império Serranos e outras agremiações, como Dá No Pé, no final da década de 70.
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