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Sabado, 23 de Maio de 2026

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Guaíba anuncia medidas de segurança nas escolas após ataque em Santa Catarina

Secretaria Municipal de Educação enviou uma carta aberta às comunidades escolares nesta segunda

Guaíba anuncia medidas de segurança nas escolas após ataque em Santa Catarina
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A educação em Guaíba começou a semana com medo e angústia devido o ataque em uma escola de educação infantil em Blumenau, Santa Catarina, na última quarta-feira (5). Quatro pessoas foram mortas e cinco ficaram feridas.

A Secretaria Municipal de Educação enviou uma carta aberta às comunidades escolares sobre os alinhamentos que realizaram em relação a segurança das instituições. Entre as medidas está reunião com a empresa terceirizada de porteiros para reforçar a atenção e o cuidado na entrada e saída das escolas, com a Brigada Militar para a maior atenção às escolas e a  conversação com a empresa de Tele Alarme para colocação de um botão de emergência. 

"Estamos tomando essas atitudes básicas conversando com as direções de escolas, e a Brigada Militar também conversará com os diretores para que tenham o maior cuidado e que redobrem a atenção na entrada de pessoas estranhas nas dependências das escolas. Que também não deixam as crianças muito tempo no pátio, ansiosas, no sentido de sempre estarem acompanhadas pelas pessoas adultas. Então estamos vendo medidas que sejam bem práticas no dia-a-dia", afirma a secretária Magda Ramos.

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A indicação também é que devemos redobrar os cuidados, evitando repassar vídeos e áudios com conteúdo e/ou procedência duvidosos (fakes), pois isso causa pânico. O Governo Federal criou um canal de denúncias, exclusivo para recebimento de informações de ameaças e ataques contra as escolas (clique aqui).

A chefe da 12ª Coordenadoria Regional de Educação, Claudete Oliveira, destaca que aguarda recomendações da Secretaria Estadual de Educação. "A Seduc deve nos orientar nos próximos passos para a segurança das nossas escolas da rede estadual. Estou desde cedo em reunião com as equipes diretivas dentro do que preconiza o CIPAVE, vendo a situação e mostrando apoio neste momento. Mas de fato a gente não tem nada. Houve um evento em Santa Catarina, mas não há nenhum perigo eminente aqui no Rio Grande do Sul", diz.

A diretora-geral do núcleo do Cpers Sindicato, Dani Peretti, reuniu-se imediatamente com a coordenadora da 12° CRE na semana passada para tratar do tema da violência e da segurança nas escolas estaduais.

"Nossa saúde mental com as inúmeras demandas pós pandemia e precariedade de nossas escolas já está fragilizada. Não podemos sofrer ainda mais. Precisamos de um ambiente seguro e discutirmos também pagamento de periculosidade pelos riscos que corremos nas escolas. Precisamos de políticas públicas de proteção urgente. Não podemos esperar que mais ataques assim aconteçam", afirma.

 

Governo do Estado discute segurança nas escolas

A partir de determinação do governador Eduardo Leite, uma reunião envolvendo as secretarias da Segurança Pública (SSP) e Educação (Seduc), com o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), tratou nesta segunda-feira (10/4) sobre a segurança no ambiente escolar e supostas ameaças que circulam nas redes sociais.

A Seduc ressaltou que tem monitorado intensivamente, a partir do diálogo com os órgãos de segurança, todas as suspeitas e boatos em circulação. A pasta ressaltou que não há qualquer alteração na rotina de aulas, e tranquilizou pais e professores para que sigam mantendo as atividades dos alunos normalmente. A Seduc relembrou ainda que trabalha a prevenção da violência no ambiente escolar por meio de programas como o CIPAVE+ (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar), em parceria com as demais secretarias de governo, com atividades de conscientização e orientação.

O Ministério Público do RS também apresentou medidas preventivas adotadas pela instituição, especialmente por seu Núcleo de Inteligência (Nimp), seu Cybergaeco e seus Centros de Apoio Operacional. Além disso, reforçou a rede de comunicação entre os promotores de Justiça Regionais da Educação, que cobrem todo o território gaúcho, para análise de casos suspeitos.

A SSP reforça que, em caso de suspeita, estão disponíveis para denúncia os canais da Brigada Militar (190) da Polícia Civil (197), e o Disque-Denúncia da secretaria (181), que funcionam 24 horas por dia. Não há necessidade de se identificar.

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