Repórter Guaibense

Sexta-feira, 01 de Maio de 2026

Notícias/Segurança

Guaíba está entre as dez cidades gaúchas com maior queda em homicídios

Cidade registrou oito assassinatos entre janeiro e julho desse ano

Guaíba está entre as dez cidades gaúchas com maior queda em homicídios
RODRIGO ZIEEBEL
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Guaíba apresentou expressiva redução no número de homicídios, sendo que está no ranking entre a dez cidades gaúchas com maiores quedas no ano. Comparando os últimos 12 meses com os 12 meses anteriores, houve a redução de 59%. Na comparação deste ano de 2020 com o ano de 2019, houve diminuição de 57%. E comparando o último semestre com o mesmo período do ano passado, é de 65%.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), foram 170 ocorrências policiais em julho, entre 28 furtos, 28 roubos, 29 estelionatos, 34 posses de entorpecentes e 23 tráficos de entorpecentes.O número de furto de veículos aumentou, em maio e junho houve duas e em julho subiu para cinco. 

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Ainda analisando números absolutos, verifica-se que em 2017 houve 45 homicídios em Guaíba; em 2018 29; em 2019 27 e, em 2020, até o dia 31 de julho, apenas oito foram registrados.

Para a Delegada Karoline Calegari, este é um marco muito positivo para a cidade, pois significa que um número expressivo de vidas foram poupadas. 

 - Os resultados obtidos devem-se a uma série de fatores, tais como a integração das forças de segurança pública no município, o forte trabalho repressivo desencadeado pela Brigada Militar e a eficiência e o comprometimento da equipe de policiais civis lotados na Delegacia de Polícia local  - destaca


Os assassinatos no Estado baixaram 12,2%, de 148 no ano passado para 130, o menor total em julho desde 2008, quando houve 125 vítimas. No paralelo das somas a partir de janeiro, a queda é de 8,1%, com quase uma centena de vidas preservadas. Foram 1.134 homicídios no período em 2019, contra 1.042 neste ano, o menor total para o intervalo desde 2011, quando o número de vítimas foi de 1.031.

Em geral, ao contrário do que se verifica nos crimes contra o patrimônio, a variação dos homicídios no Estado está descolada da influência da Covid-19. De janeiro a março, período que só teve a presença da pandemia na última quinzena, houve redução no número de assassinatos. Em abril e maio, quando as restrições impostas para prevenir o contágio pelo novo coronavírus foram mais rigorosas, o indicador fechou com leve alta. Em junho e julho, esse tipo de crime voltou a cair. Ou seja, não há uma constância que indique impacto da pandemia, como ocorre entre os delitos patrimoniais, cujas reduções têm sido aprofundadas desde que as medidas para reduzir a circulação de pessoas foram adotadas. As informações são da SSP.

 

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