Depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial das vacinas Coronavac e Oxford, neste domingo (17), o Rio Grande do Sul está para receber a primeira leva de doses nesta segunda-feira. O governador Eduardo Leite deve ir ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, participar do ato de entrega à todos estados brasileiros. O prefeito Marcelo Maranata disse, nas redes sociais, que "Guaíba está preparada para receber a vacina".
"Constantemente estamos fazendo reuniões com as equipes de saúde para avaliação e preparação para a chegada da vacina. Anvisa autorizou de forma emergencial que as primeiras doses cheguem nos municípios brasileiros. Com doses limitadas aos grupos prioritários devemos continuar vigilantes e atentos ao avanço do vírus. Vamos continuar atentos seguindo os protocolos sanitários", postou ele em seu perfil no Instagram e Facebook.
Em vídeo divulgado também neste domingo, Leite disse que a imunização deve começar no estado no dia 21, mas não é descartado que inicie um dia antes. "Nossa Rede de Frio, a logística de distribuição para as coordenadorias regionais de saúde, as seringas agulhadas... tudo pronto para o início da imunização no estado”, manifestou o governador.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI), para garantir a qualidade dos imunobiológicos adquiridos e ofertados à população, conta com uma Rede Nacional constituída por uma estrutura física, chamada Rede de Frio, que viabiliza seu processo logístico. A estrutura da rede frio deve ser organizada desde a instância nacional até a local. À estadual cabe organizar centrais estaduais de armazenamento e distribuição de imunobiológicos em câmaras frias.
Assim que as doses chegarem ao Estado, seguem para a Ceadi. No local, é feita a separação para as regionais, de acordo com critérios populacionais dos grupos a serem vacinados e de acordo com o volume recebido. Do local, partem os caminhões para as 17 regionais do interior, para a regional com sede na capital e para a central de armazenamento da Secretaria de Saúde de Porto Alegre.
Em relação às agulhas e seringas, a Secretaria Estadual de Saúde terminou 2020 com um estoque de 4,5 milhões de seringas, e foram adquiridas, por registro de preços, mais 10 milhões de seringas agulhadas. A entrega desses insumos aos municípios será escalonada e integrada com a distribuição da vacina. Em Guaíba, a prefeitura adquiriu separadamente 50 mil agulhas e seringas por, segundo o prefeito Maranata, precaução e reserva de contingência.
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