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Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

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Guaíba recebe cestas básicas para indígenas e agricultores atingidos pela estiagem

Doação faz parte da terceira etapa de do programa estadual Supera Estiagem

Guaíba recebe cestas básicas para indígenas e agricultores atingidos pela estiagem
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Guaíba receberá 50 cestas básicas para indígenas e agricultores atingidos pela estiagem no começo de 2023, como parte da terceira etapa do programa estadual Supera Estiagem. Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Norberto Guimarães, as doações serão entregues para os beneficiários a partir da próxima segunda-feira, dia 24.

Serão contempladas famílias cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico) pertencentes a grupos populacionais tradicionais específicos (indígenas, quilombolas e extrativistas), além de agricultores familiares, assentados, acampados e beneficiários do Programa Nacional de Crédito Fundiário.

As cestas básicas foram adquiridas com parte dos recursos repassados pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RS), dentro do Movimento Rio Grande contra a Fome. 

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“Nós construímos, dentro do programa Supera Estiagem, uma ação de combate à insegurança alimentar em nosso Estado. Esse momento de entrega das cestas básicas nos permite, mais do que auxiliar os municípios, fazer uma reflexão sobre os caminhos para o enfrentamento do problema”, afirmou o titular da Secretaria Estadual de Assistência Social, Beto Fantinel. 

Serão, ao todo, 1.380 cestas básicas doadas aos municípios da Região Metropolitana, como Porto Alegre, Nova Santa Rita, Eldorado do Sul, Viamão, São Jerônimo, Gravataí, São Sebastião do Caí, Taquari, Tabaí e Fazenda Vilanova.

A União reconheceu Guaíba em situação de emergência devido a estiagem, em março deste ano. A decisão permitiu que a cidade solicite recursos federais para suprir os prejuízos financeiros na agricultura, que somou cerca de R$ 25 milhões segundo a Emater.

Entre novembro e dezembro do ano passado, a Emater estima perda de quase R$ 10 milhões somente na plantação de arroz, R$ 5,1 milhões na pecuária de corte, R$ 2,8 milhões na plantação de milho e R$ 2,3 milhões na soja. Há ainda perdas nas atividades de batata doce, melão, olerícolas, aipim e pecuária de leite em toda a zona rural da cidade.

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