Guaíba apresentou o menor índice de homicídios dos últimos 21 anos. De acordo com dados levantados pela Divisão de Planejamento e Coordenação da Polícia Civil (DIPLANCO), o município vem apresentando redução no número de crimes violentos letais intencionais, havendo destaque para os últimos três anos.
18 pessoas perderam a vida em crimes intencionais em 2020; dezesseis em 2021; e em 2022 foram seis. O índice chama à atenção na medida em que o município já chegou a registrar 46 homicídios em um ano.
Em razão da redução de crimes contra a vida, Guaíba foi destaque no programa RS Seguro em reunião presidida pelo governador Eduardo Leite, que ocorreu dia 9 deste mês na Fecomércio, em Porto Alegre. Autoridades responsáveis pela segurança pública no município apresentaram as boas práticas que têm contribuído para esses índices.
Representaram o município a delegada de Polícia Karoline Calegari, o juiz de Direito Francisco Morsch, a promotora de justiça Daniela Fistarol, a representante da SUSEPE Roscielen Morais, o comandante do 31 BPM Maurício Flores e comandante do Corpo de Bombeiros, tenente Paulo Eduardo Moreira Farias.
Karoline Calegari acredita que a diminuição dos índices de violência no município deve-se à integração das forças de segurança pública, à priorização de investigação de crimes graves e ao desencadeamento sistemático de operações contra o narcotráfico, organizações criminosas e delitos de homicídios.
O comandante da Brigada Militar, tenente-coronel Maurício Flores, avalia que a redução dos índices de crimes violentos letais internacionais em Guaiba, entre eles o homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, tem esses resultados favoráveis nas estatísticas muito devido as ações e operações conjuntas e integradas e um trabalho de inteligência policial com informações compartilhadas entre as Instituições de segurança pública.
"Mais especificamente por parte da Brigada Militar, o trabalho de visibilidade através da sistemática de aproveitamento de patrulhas é um policiamento humanizado integrando o policial militar com a comunidade local. Operações como a Pulso Forte, Hóplitas, Defenda a Mulher, além de fiscalizações diárias, nos proporcionam ter o conhecimento do espaço e o modus operandi para as atuações", destaca.
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