A Prefeitura Municipal de Guaíba sediou, na quarta-feira (26), a roda de conversa sobre diversidade e políticas públicas à LGBTQIA+ na Câmara de Vereadores. O evento contou com a presença de lideranças locais e representantes do governo do estado do Rio Grande do Sul, como o diretor de Trabalho, Emprego e Renda, Luis Fernando Rosa, e a chefe da Divisão de Diversidade e de Combate à Intolerância, Glória Crystal.
"Eu sou a primeira mulher travesti, preta e periférica a fazer parte do governo, e não estou sozinha, estou junto com uma população que é historicamente agredida, perseguida, mas a gente está mudando isto. O governo do Estado está trabalhando a inclusão nos espaços públicos, no mercado de trabalho, na segurança pública, saúde e educação", afirmou Glória.
O diretor do Departamento de Diversidade Sexual e de Gênero da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Daniel Morethson, destacou a empregabilidade das pessoas LGBTQIA+. O gabinete móvel do Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS) empregou 12 profissionais na 6ª Parada Livre de Guaíba, realizada em abril deste ano no largo José Claúdio Machado.
Para ele, as pessoas consideram as paradas livres como momento de festa, mas é um momento de festa e de construção de políticas públicas para comunidade LGBTQIA+.
Apesar de ter alcançado muitas conquistas ao longo dos anos, a população LGBTQIA+ ainda enfrenta desafios diários, em relação a direitos como saúde, educação, trabalho, entre outros. A partir desse encontro, a Prefeitura buscou promover mais espaços de debate sobre assuntos essenciais para a comunidade, onde possam defender a diversidade e a busca por mais representatividade e direitos para todos.
A prefeita em exercício Claudinha Jardim disse que o tema de diversidade tem ser trabalhado com o maior protagonismo nos ambientes públicos, e que é preciso mais atividades para iniciar o fomento porque sem informação as pessoas têm intolerância e muito preconceito.
"A promoção dessa atividade, sendo da Secretaria da Mulher, Família e Direitos Humanos, justamente é para quebrar rupturas que saem de falas até mesmo sociais. Exemplo, que o prefeito é preconceituoso e homofóbico e a vice-prefeita é de direita e homofóbica. A gente escuta muito isto pela crença particular que o Marcelo venha ter ou eu tenho, como na parte de fé. Mas somos prefeito e vice de uma cidade inteira que quer agregar, valorizar potencialidades e que respeita as pessoas", destacou.
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