Rodrigo Lopes participou do projeto "Chimarreando com Ideias" na noite desta quarta-feira (9) no auditória da escola Gomes Jardim, no centro de Guaíba. O jornalista conversou com professores, estudantes e convidados sobre o livro "Trem para Ucrânia", recentemente lançado na Feira do Livro de Porto Alegre sobre sua cobertura na Guerra da Ucrânia.
Lopes partiu para o conflito no leste europeu no primeiro dia de ataques da Rússia, 24 de fevereiro, e durante 11 dias trabalhou na cobertura internacional para o jornal Zero Hora, rádio Gaúcha, site GaúchaZH e RBS TV. Sozinho. Ele captou imagens em vídeo, fotos, atualizou redes sociais, entrou ao vivo na rádio e, principalmente, dirigiu dentro do país ameaçado.
"Para um jornalista é óbvio que é uma grande experiência, a gente acredita que ao ver as coisas acontecendo e narrar aquilo que estamos vendo é a maneira que temos para ajudar o mundo a ser melhor", disse.
Ele noticiou principalmente as fugas de milhares de imigrantes na cidade de Lviv, na fronteira com a Polônia, considerada a maior de um país desde a Segunda Guerra Mundial, e em outras cidades que haviam toque de recolher (quando soava uma sirene para que a população deixasse as ruas em caso de bombardeios).
"O momento que eu entrava ao vivo era o momento mais legal, pois era quando eu me sentia menos sozinho, muito bom, eu queria continuar entrando na rádio porque era quando eu me sentia menos sozinho", relatou.
O livro conta emoções, medos, angústias e demais bastidores da experiência, com linguagem clara, acessível e bem explicativa do porque a guerra está acontecendo sob liderança do presidente russo Vladimir Putin. A guerra resulta em cerca de 240 mil mortes, sendo aproximadamente 100 mil soldados russos e 100 mil ucranianos, até agora.
Rodrigo Lopes é jornalista internacional com mais de 30 cobertura pelo mundo, cobriu conflitos no Iraque , no Líbano e Líbia, terremotos no Peru e Haiti, e a morte do Papa João Paulo II. Em 2019, foi retido pelo regime de Nícolas Maduro na Venezuela, episódio que deflagrou uma onda de repúdio nacional e internacional devido à violação dos direitos de imprensa e expressão.
Comentários: