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Terça-feira, 26 de Maio de 2026

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Mário Terres e Fábio Malcorra lançam “Entre Prosas e Versos” na Feira do Livro de Porto Alegre

O livro surgiu das poesias que não couberam no primeiro, “Do Nosso Rincão”

Mário Terres e Fábio Malcorra lançam “Entre Prosas e Versos” na Feira do Livro de Porto Alegre
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Os guaibenses Mário Terres e Fábio Malcorra lançaram o livro “Entre Prosas e Versos” na última quinta-feira (3) no auditório Barbosa Lessa do teatro Carlos Urbim, durante a 68ª Feira do Livro de Porto Alegre.

A obra tem a essência do que forma a sociedade gaúcha, da formação de nossas vidas, os contos simples de avós, a figura de um avô rude que passa ensinamentos de forma sutil e que mesmo sem ter estudos, traz a cultura da vida para transpor em filosofia mundana e outros assuntos diversos. Por exemplo, conflitos raciais, discriminação, valorização da essência da família tradicional, abertura a diversidade, entre outros assuntos abordados de forma leve, com a paisagem regional de fundo e o diálogo entre personagens como fio condutor de tudo. Tem também os versos, décimas e outras formas que tratam da poesia regional com temas diversos, homenagens, paisagens, dia a dia, é a rima simples das coisas singelas, tudo poético e retratado em versos pelos autores.

O livro surgiu das poesias que não couberam no primeiro, “Do Nosso Rincão”. Foi um projeto despretensioso do ponto de vista literário, mas presunçoso do ponto de vista regional. 

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“Gostaríamos de atingir muitas pessoas com versos rimados, mas também com contos em forma de prosas, que tocassem as pessoas. Fui desafiando o Fábio a colocar no papel um sentimento e conhecimento nato, de quem viveu o campo e a presença de pessoas de referência na sua formação artística.  Digamos que o livro é a conexão do poeta com o declamador fundindo na mais pura, simples e terrunha visão das coisas que nos compõem, que nos tocam e que não gostaríamos que fossem esquecidas”, diz Terres.

“Entre Prosas e Versos” retrata tudo o que temos por tradicional. A vivência de campo, a essência de quem viveu o setor primário e a distância dos grandes centros, mantendo em si toda a pitoresca característica de quem tem pouco, mas o pouco que tem é o suficiente para encontrar a felicidade.

“O tradicionalismo é mais amplo, nosso livro é um grão de areia, mas foi conduzido pelo que convivemos entre o campo, a escola e o CTG, não trazemos a pretensão de ter importância no tradicionalismo, mas nos apropriamos dele para compor e escrever o que de mais puro e simples ele nos passa”, afirma.

 

Rondando Sentimentos

“Junto da humanidade sentimento,
brota a irmandade, a fraternidade
dar sempre ao outro a liberdade
de ser e ter o que desejar,
livre arbítrio pra semear
porque a colheita é sempre certa.
No povo vem o coletivo da palavra
dela e desse coletivo atrevido
brota então um novo sentido,
que nessa minha tosca ignorância
me pergunto se todos humanos
colocassem em seus planos
livrarem-se da arrogância
da prepotência e do julgamento
o mundo não seria por um momento
mais ameno e mais humano?”

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