Repórter Guaibense

Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

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Na Câmara, escola Vovó Flor celebra 85 anos e cobra a reforma do prédio interditado desde 2018

Em 2021, Prefeitura recebeu a doação do terreno, do imóvel e de todos os utensílios para reerguer a história da instituição

Na Câmara, escola Vovó Flor celebra 85 anos e cobra a reforma do prédio interditado desde 2018
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Representantes da escola municipal Vovó Flor (antiga API) ocuparam a tribuna da Câmara de Vereadores, nesta terça-feira (15), em comemoração seus 85 anos de história. Professores e direção cobraram o processo de reconstrução dos dois prédios interditados desde 2018, com capacidade de atender cerca de 400 alunos no centro de Guaíba.

Em dezembro de 2021, a Prefeitura recebeu a doação do terreno, do imóvel e de todos os utensílios para reerguer a história de uma das primeiras escolas de educação infantil da cidade. O termo de doação estabelece que a prefeitura de Guaíba mantenha o prédio exclusivamente para a finalidade da educação, podendo ampliar os serviços oferecidos além da educação infantil, e que em caso o poder público não cumpra com os prazos estabelecidos da obra a área deve voltar a pertencer a família doadora (do ex-prefeito João Salvador Jardim).  

Enquanto isto, os atendimentos para as crianças matriculadas seguem em duas casas temporariamente alugadas pela prefeitura nos bairros Loteamento do Engenho e Chácara das Paineiras. 

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A API foi municipalizada em 2009, ganhando o nome de escola municipal de educação infantil Vovó Flor, em homenagem à fundadora Dona Flordolina. A API sempre emprestou o prédio para que funcionasse a escola municipal, sem cobrar aluguel da prefeitura, mas, por ser um espaço físico particular, a prefeitura não poderia investir em reforma com verba pública. 

Ao passar dos anos surgiram necessidades de reformas mais severas. Por ser um estabelecimento educacional sem fins lucrativos e sem recursos próprios, contou com a ajuda da comunidade escolar para realizar a troca de telhado do prédio pequeno da frente em 2011. Porém, com o passar dos anos, houveram mais necessidades de reformas. Desde então, especificamente a partir de 2016, a escola precisou sair do prédio devido a interdição do Corpo de Bombeiros e, para tanto, a prefeitura alugou casas para abrigar alunos e profissionais. Para garantir o desejo da Flordolina Jardim, o seu neto João Jardim, família e integrantes decidiram fazer a doação do imóvel de origem da escola para o município.

"As providências de reforma no prédio da escola continuam tramitando e a nossa comunidade escolar, mesmo em casas adaptadas para a escola, continua realizando um lindo e rico trabalho. Não perdemos a esperança de voltarmos ao nosso local de origem. Local com amplo espaço físico, natureza, potencial de ampliação de vagas e ótima localização para logística de famílias e profissionais", disse a diretora Jaqueline Oliveira.

 

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O secretário Ernani Chacrinha afirmou que desde que assumiu a Secretaria Municipal de Governo vem trabalhando para reconstrução do prédio da escola. "Ocorreu que não foi pedido a isenção da cobrança de divida ativa municipal, e neste tempo regularizamos esta situação. Foi pedido judicialmente e o juiz assinou o despacho ultimamente, e nos próximos dias vamos fazer a escritura do imóvel. O projeto de reforma estrutural está finalizado, numa obra grande, sabemos que muito tem a ser feito lá dentro, para se Deus quiser fazermos uma escola modelo de educação infantil no centro da nossa cidade", explicou, sem dizer previsões.

O Repórter Guaibense apura sobre a doação do prédio e a possibilidade de reforma por parte do governo municipal desde junho de 2021. Em junho de 2022, a secretária de Educação, Magda Ramos, explicou para reportagem que a obra deveria começar nos próximos meses depois da contratação do engenheiro responsável através do consórcio intermunicipal Centro-Sul. Segunda ela, o atraso aconteceu devido o número reduzido de profissionais técnicos e que a prioridade naquele período era de atender escolas com problemas de infraestrutura em caráter de urgência.

O laudo técnico da Secretaria de Meio Ambiente, Planejamento e Gestão Territorial aponta que os dois prédios necessitam de reforma devido rachaduras na estrutura para que futuramente retome o atendimento para crianças com a devida segurança.

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