100% SUS, o novo hospital de Guaíba será inaugurado na tarde desta terça-feira (21). Serão inicialmente disponíveis 40 leitos, sendo 30 para atendimento clínico e 10 UTI's no prédio do Pronto-Atendimento, no Parque 35. A cerimônia deve contar com a presença do governador Eduardo Leite e do ministro interino da Saúde Eduardo Pazuello.
Segundo a Prefeitura, todos os leitos serão usados para casos de coronavírus, porém, após a pandemia, serão automaticamente utilizados para qualquer tipo de enfermidade. O hospital será de baixa e média complexidades, com cerca de 150 profissionais.
O custo inicial é estimado em R$ 1 milhão por mês, despesas dos governos federal, estadual e municipal. A maternidade não deve começar seu funcionamento, mas está nos planos para iniciar em breve sob administração da Associação Mahatma Gandhi, que é contratada pelo governo do Estado.
O nome é Hospital Berço Farroupilha. De acordo com o prefeito José Sperotto, é juntamente, pensando em nossa cultura, que há essa homenagem dos nossos heróis e, que ao mesmo tempo, fortalece nossa cultura gaúcha e nossa marca do município.
- Cada vez mais estamos fortalecendo uma marca que vai, não só trazer desenvolvimento através do turismo, mas no nosso Estado, no resto do país e até no mundo - destaca.
Confira entrevista com prefeito, José Sperotto, para o Repórter Guaibense e o jornal Nova Folha, veículo também de Guaíba.
RG - Qual a importância da inauguração do hospital para Guaíba nesta semana?
Sperotto - O município de Guaíba existe há 93 anos, e nunca houve um hospital público. Pela primeira vez nós vamos ter um hospital municipal e 100% covid, então isto faz parte de um momento histórico muito importante.
Eu ouvia muito as pessoas de fora questionar "como Guaíba, com mais de 100 mil habitantes, e não ter um hospital?". Não, hospital público não tem, tem particular (que é da Unimed). As futuras mamães ainda tem que deslocar de Guaíba para Porto Alegre para ter o seu neném e são, em média, mais de cem por mês.
Estava tudo certo para abrir a maternidade. Com advento do coronavírus, governador do Estado (Eduardo Leite) nos solicitou que esse espaço, que seria para maternidade e que estava tudo certo para abrir as portas, neste momento se transformar em hospital para atender os pacientes com coronavírus.
RG - E a maternidade?
Sperotto - O Ministério da Saúde não está liberando abrir nenhum hospital no Brasil para leitos clínicos ou outros tipos de atendimento. Só está liberando hospitais para covid. Estão nesse primeiro momento o que estamos fazendo? Estamos abrindo o nosso hospital que iria ser maternidade mas com leitos covid.
Estamos cuidando de preservar as vidas do nosso povo e da nossa gente de Guaíba e, em seguida, quando passar a pandemia, o hospital continuará atendendo, somente vai mudar a função: a prestação de serviço será a maternidade, a partir do momento que terminar a pandemia.
RG - É um ano eleitoral. Por que trazer o hospital no quarto ano de seu mandato?
Sperotto - Nós estamos trazendo o hospital em três anos e meio. Outros prefeitos, que passaram por aqui em 93 anos, tentaram e não conseguiram. Por que é muito difícil, a burocracia pública é muito grande. Foram muitas idas a Brasília, falando com ministros e secretários executivos. Foram muitas idas do governo do Estado, muitas reuniões, reuniões presenciais e, agora, por videoconferência.
É muita coisa que faz que gente se desgaste. Algumas vezes deu vontade de "chutar o balde". Assim que tem muitas pessoa do bem à favor e nos ajudando, e que acreditaram em nosso trabalho, tem muita gente do mal contra abrir o hospital. Essa é a grande verdade.
Então com muitas dificuldades, com desgastes físicos e emocionais, mas com muitas fé em Deus, quando eu chegava na prefeitura nosso projeto estava ali: a Saúde. Estamos abrindo o Hospital mas, ao mesmo tempo, estamos fazendo reformas nos postos de saúde para trazerem mais segurança e conformo para o nosso povo, nossa gente.
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