Repórter Guaibense

Sexta-feira, 19 de Julho de 2024

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O Caisinho: restaurante referência no turismo encerrou as atividades depois de duas décadas

Foram 23 anos sob a direção do casal Maria Luiza Guerra e Carlos Leonardo Gullo

O Caisinho: restaurante referência no turismo encerrou as atividades depois de duas décadas
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A enchente de maio de 2024 encerra projetos e sonhos. Um deles é o Caisinho Choperia e Restaurante que encerrou as atividades em virtude da enchente histórica que destruiu o prédio na avenida João Pessoa, 1240. Foram 23 anos, quatro meses e dois dias sob a direção do casal Maria Luiza Guerra e Carlos Leonardo Gullo.

Os proprietários nunca poderiam imaginar o fim traumático de mais de duas décadas de trabalho. O último almoço foi servido no dia 2 maio. Em seguida veio a água que invadiu o prédio, no dia 12 de maio a força da água destruiu uma das paredes, quebrou portas, janelas, paredes e levando cadeiras, copos, pratos, talhes, muitos sonhos e deixando muitas histórias e já deixa saudades.

“Foi traumático, difícil ver e aceitar a destruição, mas não tínhamos o que fazer”, comentou Maria Luiza.

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O restaurante foi aberto no dia 30 de agosto do ano 2000. Inicialmente a ideia era ser uma choperia, mas aos poucos os proprietário foram inovando, fazendo cursos de gastronomia, pois o casal não tinha muito conhecimento em restaurantes. Aos poucos tornou-se ponto de encontro e referencia na chegada de turistas.  

“Buscando inovar  e manter a qualidade, tentamos manter sempre os mesmos funcionários para não o padrão dos serviço", comenta ela, que revela que teve empregados com até 14 anos de trabalho no local.

Entre os dezenas de pratos oferecidos, os mais solicitados eram o ‘filé de peixe a bellé meuniereé” e o “risoto de camarão”. Neste período, o local abrigou além de almoços, jantares, festas de casamentos e aniversários, importantes encontros empresariais e políticos para discutir o presente e o futuro de Guaíba. A então governadora Yeda Crisius, por exemplo, esteve do local para tratar da retomada da travessia Guaíba e Porto Alegre. Antes disso, o ambientalista José Lutzenberger fez a última visita à cidade e teve encontro com o prefeito Maneca Stringuini para tratar de assuntos ligados a cidade e ao ambiente, onde manifestou o desejo de ajudar num projeto quem preservasse o Morro da Hidráulica, que hoje leva o seu nome.

O local foram parada obrigatória para turistas, patronos das Feiras a do Livro de Guaíba, como Walter Galvani, Altair Martins, Carlinhos Sant’Ana, David Coimbra, além de escritores como Rui Carlos Osterman, jornalistas e apresentadores de rádio e tv como Rosane de Oliveira, Tania Carvalho, entre tantos outros. Sobre o futuro, o casal é cauteloso, receberam diversas propostas, mas  pretende dar um tempo, descansar e repensar a possibilidade de abrir algum outro negócio.

OUTROS LOCAIS: Além do Caisinho, outros bares foram totalmente invadidos pela água como Viking,  Sabor com Arte, Pizzaria do Ricardo, Bêra Restaurante, Quiero Café, entre eoutros como  quiosques ao lado do Mirante da Corsan. Alguns fecharam definitivamente e outros estão buscando alternativas para reabrir.

FONTE/CRÉDITOS: Valmir Michelon/Nova Folha
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