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Pacientes em tratamento contra álcool e drogas retomam oficina de horta no Coelhão

Espaço é para mostrar a eles sobre o desenvolvimento das plantas, desde a semente até o consumo

Pacientes em tratamento contra álcool e drogas retomam oficina de horta no Coelhão
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Depois de dois anos parados devido a pandemia, pacientes do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Guaíba retomaram o cultivo de horta comunitária no Parque Ruy Coelho Gonçalves (Coelhão). O projeto de produção orgânica acontece para desenvolver atividades terapêuticas de horta com os usuários atendidos pela equipe de saúde mental da cidade.

São cerca de dez pessoas que fazem o tratamento contra o alcoolismo e drogas que, segundo eles, mudam suas rotinas graças à plantação.

O espaço é para mostrar a eles sobre o desenvolvimento das plantas, desde a semente até o consumo. O local antigamente era abandonado com ervas que não serviam para produção, e, em 2019, cinco pacientes iniciaram as capinas com a formação dos primeiros canteiros. As hortaliças, os legumes e temperos estavam crescendo, mas a pandemia interrompeu toda a produção.

 

Projeto de produção orgânica acontece para desenvolver atividades terapêuticas
Projeto de produção orgânica acontece para desenvolver atividades terapêuticas. 

 

 

Segundo o coordenador do projeto, o assistente social Daniel Soares, há dois meses os pacientes retomaram o trabalho na área para começar tudo do zero de novo. A princípio com o número reduzido de pacientes, os que mais se identificam com a terra e o manuseio com a plantação.

"A horta é mais um ânimo para as atividades de tratamento de dependência química, porque no momento que começamos a cuidar da plantas iniciamos a promover o cuidado de mudas e hortaliças e, automaticamente, seu autocuidado. A importância é que você tem que entender que nós, como seres humanos, podemos ser proativos e independentes. A horta se dá com a terra, ajuda no desenvolvimento de coordenação motora e de exercícios físicos", diz ele.

 

em 2019, cinco pacientes iniciaram as capinas com a formação dos primeiros canteiros.
Em 2019, cinco pacientes iniciaram as capinas com a formação dos primeiros canteiros.

 

Os alimentos produzidos, em um primeiro instante, serão para complementação da alimentação dos pacientes. Após a estruturação da oficina, será destinado a geração de renda com a comercialização do excedente. 

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