A situação da poluição do Arroio Passo Fundo, em Guaíba, foi tema da sessão da Câmara de Vereadores nesta terça-feira (14). As obras da Parceria Pública-Privada (PPP) para universalizar o esgoto estão previstas para começar no início de 2021 e, segundo a Corsan, devem ser terminadas em 2026. Estiveram presentes ainda a promotora de Justiça Especializada Ana Luiza Leal, o gerente da Corsan Rogério Madrid e o engenheiro da Secretaria Municipal de Meio Ambiente Mateus Koester.
De acordo com a Ana Luiza , o Ministério Público está a par da situação desde 2018, que desde esse período o órgão está acompanhando sobre as causa da poluição dessa bacia hidrográfica. Uma rede foi instaurada para tratar sobre os problemas ambientais da sub-bacia hidrográfica do Lago Guaíba, com representantes do poder público e da sociedade civil.
- Envolva várias questões, como educação ambiental e habitacional, há moradores de forma irregular na região. As preocupações aumentam, são muito dinâmicas. É possível sim, estamos otimistas com essa PPP, estamos buscando soluções - destaca ela
Um dos principais problemas são moradores irregulares na região, no final da Vila São Jorge, que os cheiros do esgotamento podem causar problemas de saúde para essa comunidade. Segundo a Secretaria de Planejamento e Habitação de Guaíba, há uma busca de novos empreendimentos que podem contemplar essas famílias e retirarem elas dessas localidades. A prioridade é pra região da zona oeste, que abrange os bairros Jardim dos Lagos, Bom Fim, São Francisco e Pedras Brancas, onde é o início da bacia.
O engenheiro Koester apresentou o relatório de vistoria do Arroio. Ele destaca, por causa da seca, houve um piora na situação na BR-116 em 2018. Ele ainda explica que o problema principal não é o esgotamento da água, mas forte carga poluidora que temos devem retiradas pela PPP.
- Há quatro vezes mais esgoto que água, o que fica bem visível é a questão do esgotamento sanitário.
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