A realidade do transporte intermunicipal, especialmente que liga Guaíba e Porto Alegre, foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira (15).
O debate, acontecido via online e presidido pelo deputado estadual Airton Lima, foi realizado através de críticas de passageiros da empresa Rio Guaíba pelo serviço público considerado precário. A maioria das reclamações são sobre a integração com os bairros, valor da tarifa, baixo número de horários disponibilizados e superlotação (ainda mais em um período de pandemia, que é recomendado o distanciamento social).
O vereador Juliano Ferreira (PTB), que solicitou a audiência, representou a Câmara. Segundo ele, não é somente agora devido decretos que os ônibus estão cheios.
"Sou também usuário do transporte intermunicipal e a gente tem há décadas uma superlotação. Temos esta dificuldade na questão de horários, nos horários de pico as pessoas vão com ônibus superlotados. E temos esta questão da super passagem, que é a maior da Região Metropolitana. Um exemplo, Novo Hamburgo a passagem é mais barata que a de Guaíba e o percurso é muito maior", reclamou.
Ferreira ainda lembrou que o transporte é uma pauta questionada em diversos requerimentos que muitas vezes não respondidos pelas órgão responsáveis, como a Metroplan.
O presidente da União das Associações de Moradores de Guaíba (UAMG), Roberto Nauto, criticou que a concessão da empresa Rio Guaíba nunca passou por uma audiência pública em mais de 40 anos de serviço na cidade. E que durante todos esses anos governantes estaduais não realizaram novas licitações públicas.
"Nosso problema não é só em Guaíba, é em Cachoeirinha, Viamão, Canoas. Todas com esse problema: a falta de licitação pública, e isto que temos que fazer. Se isto não for feito nada será resolvido", disse.
O ex-prefeito José Sperotto, novo superintendente da Metroplan, não estava presente e nenhum outro representante do órgão fiscalizador do transporte intermunicipal.
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