A Associação de Amigos do Meio Ambiente (AMA) ingressou no Ministério Público pela preservação do Matadouro São Geraldo, considerado patrimônio histórico e cultural de Guaíba, em parceria com a Associação Victorino Fabião Vieira (AVFV). As entidades pedem providências sobre o estado de destruição das ruínas do prédio tombado.
A construção foi na década de 1920, e está associada ao apogeu da indústria do charque no Rio Grande do Sul. Em breve completará 100 anos.
- Não vamos deixar as ruínas serem destruídas em frente aos nossos olhos! Nem que descaracterizem esta paisagem única com um projeto de loteamento que querem instalar no terreno tombado. Precisamos do apoio de toda comunidade para vencermos mais esta luta - expressa o coordenador da AMA, Eduardo Raguse.
A ação no MP acusa que, desde o encerramento das atividades do antigo saladeiro em 1970, os responsáveis legais não tomaram nenhuma medida de conservação e preservação arquitetônica. Que esse abandono fez ruir dois frontões e fechadas, além de queda do frontão lateral, danificação completa do telhado e grave rachadura na chaminé, danos que comprometem a própria estrutura do local. Ambientalistas acreditam que o espaço tem o potencial para um belo complexo histórico e cultural, se restaurado e revitalizado.
Segundo a secretária-geral Denise Silveira, quando ocorreu a caída do frontão e parede lateral no início de julho, com fortes chuvas, a Brigada Militar e diversos outros órgão foram acionados, e um abaixo-assinado foi realizado pela entidade por pedir reivindicação na valorização do patrimônio histórico e cultural. Houveram diversas reuniões com a elaboração de relatórios para solicitar, em medida de urgência, que o poder público busque estruturas arquitetônicas para que as ruínas não continuem em situação de queda.
Responsável pelo prédio, Felipe Linck Andriotti diz que o custo financeiro para qualquer projeto de restauro é muito alto, e que há outras ações em andamento no MP que aguarda recursos financeiros por parte do poder público.
- A solução que penso que passa por um investidor que viabilize a restauração do prédio. Existe um lei que rege sobre os bens tombados, não tem dinheiros suficientes para bancar esse projeto. Não é de responsabilidade somente do proprietário, e sim também do estado e do município - explica.
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