Repórter Guaibense

Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

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Movimento "Salve o São Geraldo" busca políticas de preservação do matadouro de Guaíba

Forte tempestade demoliu paredes do local

Movimento
Pedro Molnar
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Uma forte tempestade, há 15 dias, demoliu paredes do antigo Matadouro São Geraldo, no centro de Guaíba, que é considerado patrimônio histórico e cultural da cidade. Após o acontecimento, a associação Amigos do Meio Ambiente (AMA) criou o movimento "'Salve o São Geraldo", para que os poderes públicos intermediem a preservação do prédio da década de 20. Um abaixo-assinado busca apoio da sociedade em geral.

O local abastecia a capital gaúcha com carne bovina e seus derivados e outros lugares do Brasil, principalmente com o charque. Encerrou suas atividades em 1972 e permanece até hoje desocupado. A fachada que havia a inscrição ”Frederico Linck S.A”, sobrenome dos donos daquele terreno, também desmoronou na tempestade.

Segundo o engenheiro ambiental e coordenador da AMA, Eduardo Raguse, houve uma denúncia que os proprietários estariam retirando os materiais caídos com o vento, oque não é permitido por ser considerado patrimônio da cidade e do Rio Grande do Sul. A Brigada Militar esteve no local para verificar a situação, e empregados teriam confirmados que estavam retirando pedras para enviar ao sítio do proprietário.

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 - A tendência é cada vez mais partes das construções caírem, inclusive a chaminé está com bastante perigo de desmoronar. Temos que construir agora um movimento forte de preservação do Matadouro - destaca

AMA diz que este antigo saladeiro faz parte da história de Guaíba, bem como do Rio Grande do Sul. Justamente por este motivo foi tombado. Entretanto, o simples tombamento não assegura a preservação do bem. A secretária da entidade, Denise Silveira,  alerta que é urgente que medidas sejam adotadas para a contenção da chaminé e das paredes que ainda estão de pé, com o manejo das pedras e da vegetação, assim como a retirada de figueiras que crescem sobre as estruturas. E, em um segundo momento, faz-se extremamente necessário que os poderes públicos municipal e estadual articulem a revitalização deste patrimônio histórico, artístico e cultural.

A historiadora Miriam Leão, colunista do Repórter Guaibense que destacou sobre sua história em sua última coluna, relata que caiu uma parede bastante importante do prédio, que faz parte desse patrimônio tombado pela município em 1999, e pelo Estado em 2012. A legislação diz que os poderes públicos e o próprio proprietários são responsáveis pelo local. 

Relatórios elaborados pela AMA foram enviados para o Ministério Público do Estado e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE).

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