Cinco anos após a morte do professor e escritor Renato Isquierdo, foi lançado o livro “As Flores Amarelas”, de sua autoria, na noite de quinta-feira (12), no Califa, em Guaíba. A publicação, da editora Palavreado e com apresentação e ilustração de Tristan Arcada, foi sonhada pelo autor antes de sua partida precoce pela covid-19.
O evento contou com a presença da esposa do autor, Josiane Couto Isquierdo, que destacou que a publicação era um grande desejo de Renato e que só se concretizou graças ao empenho da escritora Débora Jardim.
"Hoje é dia de celebrar a escrita do meu querido amigo Renato. É dia de honrar a memória dele e um sonho que ele me contou. Lembro quando ele pediu que eu lesse o texto dele 'As flores amarelas', pois queria publicar. A pandemia tinha começado e um dia perguntei se já poderíamos iniciar o trabalho com o novo livro. Foi quando ele me disse que ia ser pai. Eu ainda brinquei que tudo o que ele não tinha feito em 35 anos, estava fazendo naquele momento, e rimos, rimos. Nos últimos tempos, quando conversávamos pelo telefone sobre os livros eu ouvia os barulhinhos da Manu. São tantas memórias felizes, tantas. Havia tanta coisa que eu queria ter dito, mas o tempo...", disse a amiga Débora nas redes sociais.
O escritor, amigo e ex-professor de Renato, Altair Martins, ressaltou a falta que o autor faz no cenário literário, mas afirmou que a nova obra contribui para perpetuar seu talento e sua trajetória. Renato era músico, escritor e lecionava Língua Portuguesa e Literatura no Colégio Estadual Augusto Meyer, em Guaíba.
Ao longo da carreira, participou de diversas antologias poéticas e da coletânea “Entre Amarras & Nós”, ao lado de outros escritores e escritoras guaibenses. Em 2018, lançou seu primeiro livro de poemas, “As Aves Solitárias da Poesia”, que ganhou nova edição pela Editora Palavreado. No ano seguinte, publicou a obra infantil “O Velho e a Bola” (Editora Estronho).
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