Repórter Guaibense

Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026

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Com salas interditadas, alunos da escola Otaviano Manuel Júnior são transferidos para o Cônego Scherer

O assoalho das salas 1 e 2 apresentava instabilidade devido ao excesso de umidade e às chuvas intensas dos últimos meses

Com salas interditadas, alunos da escola Otaviano Manuel Júnior são transferidos para o Cônego Scherer
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Duas salas de aula da escola estadual Otaviano Manuel Júnior, no Centro de Guaíba, foram interditadas na última sexta-feira (16). O assoalho das salas 1 e 2 apresentava instabilidade devido ao excesso de umidade e às chuvas intensas dos últimos meses. Com isto, cerca de 90 alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental tiveram que ser transferidos temporariamente para o colégio Cônego Scherer, no Parque 35.

O coordenador da 12ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas, Dirk Marinho de Werk, aponta que existe um processo aberto sobre problemas estruturais na instituição desde 2021, especialmente na rede elétrica, em sanitários e também cita o pavimento das salas de aula. Ele salienta que o Estado tem uma deficiência de engenheiros eletricista nos quadros, portanto a reforma elétrica é um pouco mais complicada. Quanto às salas interditadas, acredita que faz tempo que o piso está problemático. "Na semana passada fizemos a vistoria e optamos pela interdição, exatamente para a proteção dos alunos e funcionários", diz.

A 12ª Coordenadoria Regional de Educação optou pela transferência dos alunos do 8º e 9º ano para três salas disponíveis do Cônego Scherer porque a escola é de ensino médio. "Entendemos teríamos problemas pedagógicos em colocar os pequenos lá, e também houve uma avaliação nossa que é muito mais fácil para a mobilidade dos alunos maiores que dos menores. [...] A gente disponibilizou merendeira e servente para dar conta dessa demanda e a escola organizou todo um horário especial para que os professores possam ministrar aulas com plantões da equipe diretiva", explica a coordenadora Claudete Oliveira.

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Ela diz que atende o posicionamento dos pais e responsáveis que discordaram da decisão, mas que a vida e a integridade física dos estudantes é muito mais além de qualquer outra situação. "Nós quanto escola e quanto poder público temos a obrigação de oferecer vagas para que eles não tenham prejuízos, principalmente aos alunos do 9º ano, que estão indo para o ensino médio", diz.

Os pais tiveram uma reunião com a equipe diretiva e a Claudete Oliveira na manhã desta terça-feira (20), quando comunicaram sobre a interdição e a mudança de escola. A mãe Amanda Belini reclama que houve a alteração do turno de estudo, da manhã para a tarde, do seu filho Bonadarc, do 9º ano:

"Não tivemos espaço de voz, simplesmente nos comunicaram o que estava acontecendo. Nos pegaram bem de surpresa, há muitos relatos de mães com dificuldades, problemas de van escolar, o Bonadarc mesmo estava com tudo encaminhado para começar como jovem aprendiz. Tudo tem que ser remanejado por causa dessa mudança para o turno da tarde. Então, a gente como pais entende que a interdição foi sexta-feira, mas tá bem complicado num ano de encerramento de um ciclo, realocando eles sem perguntar e ainda por cima em turno inverso".

A diretora Janaína Marinho Cardoso Dias afirma que a direção tomou todas as medidas cabíveis: "Claro que é um momento bem delicado, onde tivemos que deslocar nossos alunos para outra escola, porém fomos muito bem recebidos por toda equipe diretiva e funcionários. É uma momento atípico que nós gostaríamos de estar passando, mas é necessários principalmente para a segurança de todos, alunos, professores e funcionários. Nós faremos o possível para que as obras sejam rápidas, para que em breve nossos alunos voltem para as salas de aula da nossa escola".

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