A Ismael Chaves Barcellos foi uma das escolas mais destruídas na enchente que atingiu Guaíba, Eldorado do Sul e grande parte do Rio Grande do Sul nos últimos dias. A escola de mais de 60 anos atende cerca de 240 estudantes de ensino fundamental no Loteamento do Engenho, próximo ao Centro.
"Nossa comunidade ama e abraça nossa escola. Meu sentimento é o mesmo de toda comunidade, ver nossa escola destruída após esse desastre natural dói muito", lamenta a diretora Deisi Cristina Batista.
Para ela, não são só bens materiais. É a sua história, o dia a dia, a luta diária. "E não falo isso só da nossa escola, falo isso de toda nossa comunidade que foi destruída junto. Os bairros Ipê, Engenho, Cohab e Santa Rita também foram devastados. Vendo os destroços sentimos como se estivéssemos em um velório, não acreditamos que tudo aquilo há pouco tempo atrás era a nossa vida", complementa.
Ela diz que não sabe como será daqui para frente, que espera que a força das águas não tenha afetado as estruturas para que possam reformar e voltar algum dia para a querida escola sexagenária.
A coordenadora regional de Educação, Claudete Oliveira, afirma que esperará a água baixar para acionar a Secretaria Estadual de Obras Públicas e enviar engenheiros para análise e tomar uma decisão do que será realizado. "Quem vai nos dizer se ocorre algum risco de afundar a escola e outras situações são os engenheiros do governo do Estado. Por enquanto, estamos com todas escolas suspensas e sem previsão de retorno", destaca.
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