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Escola Augusto Meyer inaugura "geloteca" e homenageia professores vítimas da covid-19

Livros foram doados pelos escritores guaibenses Líbia Aquino, Leandro André e Michele Azambuja

Escola Augusto Meyer inaugura
Pedro Molnar
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A emoção tomou conta da homenagem a três professores no saguão da escola estadual Augusto Meyer (Premem), no Ermo, na noite desta segunda-feira (22). A comunidade escolar lembrou das recordações de Dane Martins, Renato Isquierdo e Osmar Júnior que faleceram no início deste ano por complicações da covid-19.

O evento foi marcado por apresentações culturais e a inauguração da "geloteca", que reúne livros de escritores guaibenses em uma geladeira decorada para alunos praticarem o hábito da literatura local.

"Esse projeto de leitura e produção de cultura vem para transformar a dor e a saudade em motivação e também homenagem pelas pessoas especiais que acreditavam na educação e transformavam vidas. Lembrar da alegria e comprometimento desses atuando como professores nos faz querer continuar em acreditar em um mundo melhor", disse emocionada a diretora Marilaine Martins, viúva do professor Dane Martins.

O projeto "geloteca" acontece aberto ao público em outras cidades de região metropolitana onde leitores pegam e doam livros em geladeiras espelhadas pelas ruas e avenidas, e desta vez em escolas, sendo produzidas através de doações e voluntários pelo Dharma Coletivo, espaço cultural na avenida 20 de setembro.

Os livros foram doados pelos escritores guaibenses Líbia Aquino, Leandro André, Michele Azambuja e representantes de grupos literários que prestigiaram o evento. Michele, que também é professora de Língua Portuguesa e Literatura na própria escola, disse que a literatura é importante mas que nesse dia que a escola parou foi principalmente para ter a memória dessas pessoas que partiram e fizeram tudo pela educação e pela literatura.

"A literatura para mim é essencial como direito básico da cidade, como água e comida. Todo ser humano precisa dela como direto básico e esse tipo de ação, a geloteca, torna a literatura acessível que permite que os alunos usufruem dessa oportunidade".

A geloteca ainda conta com as obras "A menina que falava com os olhos", de Felipe Nunes; "Uma maneira diferente de ser", de Débora Jardim; "Para onde foram nossos tropeiros", de Gaston Leão; "Coisas da Vida", de crônicas do jornalista Valdir do Carmo; e "Eu sou do Morro", sobre a escola de samba Império Serrano, do escritor e historiador Ricardo Cruz.

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