Guaíba segue com alto indíces de violência contra mulher, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), ainda mais com o agravamento da pandemia e isolamento social. A cidade próxima de Porto Alegre registrou somente no ano passado 613 ocorrências de violência doméstica, alta de 8,4% em comparação a de quatro anos atrás.
As ocorrências de estupro foram as que mais cresceram neste período. Enquanto houverem 14 registros em 2018, o número triplicou com 40 estupros registrados na Delegacia de Polícia de Guaíba em 2020, um acréscimo de 185,7%.
Os feminicídios também aumentaram: enquanto não foram registrados nenhum em 2018 e também em 2019, a cidade voltou a registrar dois em 2020 e três em 2021. Os dados de ameaças e lesão corporal segue em estabilidade.

"Na verdade os números são excelentes indicadores e parâmetros para avaliarmos os dados, mas eles devem serem sempre interpretados e não lidos de forma absoluta. Então alguns indicadores de crimilidade contra mulher, como a ameaça, se mantiveram na média", observa a delegada Caroline Kalegari.
Ela avalia que esse aumento nas demais ocorrências é reflexo da pandemia de coronavírus, com a recomendação do isolamento social, mas da mesmo maneira não há indicador pleno porque de alguns anos para cá houve muita divulgação para as vítimas procurassem as autoridades policiais.
"As mulheres têm atendidos esse apelo, a prova disto são a quantidade de pedido de medidas protestivas de urgência que tem em todos meses na Delegacia de Polícia. Então, ao mesmo que tempo que tenhamos a impressão de alguns dos indicadores aumentaram na pandemia, a gente também pode verificar que está aumentando o número de mulheres que decidiu romper o clico de violência e procurar ajuda das forças públicas", complementa.
Os indicadores de violência doméstica em todo Rio Grande do Sul também são altos. O número de mulheres assassinadas por motivo de gênero passou de 80, em 2020, para 97 no ano passado, uma alta de 21%. Entre essas 97 assassinadas por razão de gênero no RS em 2021, apenas dez tinham medida protetiva de urgência (MPU) – ou seja, praticamente a cada 10 vítimas, apenas uma estava sob o amparo da decisão judicial que obriga o afastamento do agressor.
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