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Domingo, 24 de Maio de 2026

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Guaibenses integram banda criada em casa de recuperação de dependentes químicos

Rafa Tolloti e Pedro Lenin participam da banda de rock Close Enemy

Guaibenses integram banda criada em casa de recuperação de dependentes químicos
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"A banda pra mim representa meu renascimento", é o que diz o vocalista Deco Santos, de 35 anos e morador de Porto Alegre, que, com os guaibenses Rafa Tolloti e Pedro Lenin, formam o conjunto Close Enemy (inimigo próximo). O projeto nasceu em um centro de recuperação para dependentes químicos, em Capão da Canoa, onde Deco e Barba se conheceram e trataram seus problemas relacionados com drogas.

As letras, acompanhadas de riffs e melodias de groove metal, com referências claras de bandas como Nirvana, Korn, Slipknot e Love and Death, contam o drama daqueles que sofrem as consequências do abuso de entorpecentes e travaram batalhas diárias para permanecerem sóbrios. 

 - A banda no início era para ser apenas uma ferramenta a mais na minha recuperação e na recuperação do Barba (guitarrista). Era uma espécie de terapia. Eu sempre tive dificuldade para falar sobre os meus sentimentos com psicólogos e terapeutas. As composições das músicas me ajudam nisso. Me ajudam a identificar e expressar os meus sentimentos - conta Deco.

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Depois de compor as primeiras músicas, Deco e Barba perceberam que poderiam ajudar outros dependentes químicos da mesma forma que sentiram que estavam sendo ajudados pelas suas música. Foi, em 2019, que decidiram tornar a Close Enemy publica, com Pedro e Rafa.

 - Isso tudo estava acontecendo dentro de uma clínica de reabilitação, onde eu havia completado o meu tratamento e seguia fazendo um trabalho voluntário, ensinando a música para os pacientes da clínica, enquanto o Barba ainda estava no início do tratamento dele. Eu havia montado um estúdio dentro da clínica, com autorização da diretoria, equipado com guitarra, baixo, bateria, violões e amplificadores - conta ele.

Para  Pedro, a banda é um projeto bem ambicioso: "no geral, a galera do rock sempre utiliza drogas e te joga no fundo do poço; Eu nunca o usei drogas, só o álcool e eu nunca fiquei viciado nisso, mas já vi vários amigos se afundarem". Ele ainda destaca que o conjunto tem essa missão de alertar e relatar momentos de vida e dessa eterna luta contra o teu "eu". 

Isabel é mãe do Pedro. Para ela, a alegria é ver ele feliz sendo baterista do conjunto. "Eu acho que a banda pode e está ajudando os guris a ter um projeto de vida. Ela ajuda a ter uma disciplina, um foco. É um apoio que faz com que uma pessoa consiga transcender o momento da ânsia e fissura pela droga. É como se fosse uma terapia uma espécie de AA", diz.

 

Confira o clipe da banda nas redes sociais. Redes Sociais: Facebook e Instagram.

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