O grupo Realejo EnCena está em com inscrições abertas para oficina da teatro lambe-lambe como ferramenta pedagógica, para professores de Guaíba.
O objetivo é apresentar o teatro lambe-lambe como uma ferramenta que pode ser utilizada dentro da sala de aula, uma vez que foi criado por duas pedagogas baianas, em 1989. Aborda desde a criação e/ou adaptação da dramaturgia, tipos diversos de técnicas que podem ser utilizadas dentro do teatro de animação, elaboração de cenários, sonoplastia, figurinos, bem como a reutilização e ressignificação de materiais recicláveis, que podem ser utilizados na confecção dos trabalhos.
"Ainda assim, os aspectos abordados na oficina também podem acrescentar em outras modalidades teatrais. Ao final da oficina acrescentamos entrevistas com professores e/ou trabalhadores da cultura que trabalham com teatro ou teatro de animação, para servir como referência aos professores que assistirão", conta o artista Isaque Santos, que ministra as atividades com Aline Elingen. A ficha de inscrição está disponível pelo link.
Em comemoração aos dois anos do "Livre-se", espetáculo da modalidade teatral, acontece neste sábado (5) uma conversa sobre sua trajetória. Será pelas redes sociais do grupo, a partir das 16h deste sábado até o dia 12. A duração é de 20 minutos por dia, sendo totalmente gratuito com contribuição espontânea via pix: 835.014.600-15.
Nos primeiros nove meses de apresentações, antes da pandemia, a atração alcançou mais de 1 mil espectadores, sendo que apresentado para uma pessoa de cada vez (uma das características mais marcantes dessa modalidade teatral). Foi estreado na Feira do Livro de 2019 e, a partir dali, começou a passear por diversas cidades gaúchas, como na Casa de Cultura Mário Quintana, em Porto Alegre, e até mesmo no estado de Santa Catarina.
Em setembro de 2019, artistas comemoraram os 30 anos da arte no Brasil em um evento na Área Verde, centro de Guaíba. Para Isaque, o mais importante desse teatro é que, além de ser voltada para a rua, mostra a capacidade criativa de criar histórias que tocam as pessoas em um tempo reduzido. As peças são entre três e quatro minutos dentro da caixa. “Também mostra aos artistas locais que não precisamos de um espaço físico para mostrar nosso trabalho”. Em Salvador (Bahia), onde nasceu a ideia, foram dois dias de evento.
Oficina de elaboração de projetos culturais
O grupo também realiza oficina de elaboração de projetos culturais, com intuito de passar orientações aos agentes culturais da cidade afim de capacitá-los para disputa de editais, bem como para captação de recursos.
A oficina, com carga horária de aproximadamente 6 horas, é constituída por 29 aulas divididas em quatro módulos e aborda temas pertinentes à construção de projetos culturais bem embasados e, acima de tudo, viáveis. Tudo isso em uma linguagem simples que privilegia o entendimento do espectador e não o desfile de termos técnicos que nos afastam da compreensão do básico.
Essa não precisa de inscrição e é livre para todos os interessados em aprender um pouco mais sobre elaboração de projetos culturais. Para assistir é preciso somente clicar aqui.
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