Prefeitos e secretários de Educação das cidades que integram a Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) discutiram, nesta quarta-feira (13), o retorno às aulas presenciais nas redes públicas municipais. A preferência deve ser pelo modelo híbrido (uma mistura entre o ensino presencial e propostas de ensino online), priorizando os alunos de baixa renda.
A secretária e vice-prefeita de Guaíba Claudinha Jardim (DEM) participou do encontro. Ela explica que a cidade não tem ainda condições de começar este modelo imediatamente por não terem ainda contratação de profissionais de limpeza, que foi cancelada no ano passado devido a pandemia.
A ideia do Estado é que os estudantes fiquem três horas em sala de aula, saem para higienização dela e tenham posteriormente uma hora em ensino remoto. Ou seja, porcentual de uma forma e porcentual de outra.
- É bem importante ressaltar que precisamos desses profissionais para fazer a higienização de nossas escolas. A gente tem agora toda esta questão de organização. Queremos retornar obviamente da melhor forma possível, com maior cautela, conversando com diretores escolares [uma reunião está marcada com eles em início de fevereiro] - disse ela.
Os gestores avaliaram a realização das atividades online nas escolas municipais da região ao longo do ano anterior. Houve consenso de que muitos alunos tiveram dificuldades em razão da precariedade da conexão à internet e, até mesmo, da falta de computadores ou smartphones para acessar as plataformas de ensino à distância.
- Não há dúvidas da necessidade de retomarmos a oferta de aulas presenciais, mesmo que de forma híbrida. Alguns municípios já estão preparados para iniciar o ano letivo nesse formato, e outros ainda estão se estruturando - explica o prefeito de Nova Santa Rita e presidente da Granpal, Rodrigo Battistella.
Segundo ele, o grupo reunido na entidade continuará trocando informações entre si e com o Governo do Estado, buscando promover um retorno seguro às comunidades escolares.
A secretária-adjunta de Educação do Estado, Ivana Flores, participou da reunião. Ela apresentou as experiências estaduais e destacou a necessidade de um trabalho em duas frentes. “A primeira diz respeito à questão da aprendizagem. A outra é a necessidade de cumprimento rígido aos protocolos sanitários. Não podemos falhar, nem dar brechas para a propagação do vírus”, destacou ela.
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