Por 58% a 42% em assembleia virtual, professores da rede municipal decidiram entrar em greve geral a partir da quinta-feira (8). Eles se posicionaram contrários ao retorno das atividades presenciais, previstas para começarem nesta terça, por entenderem que não há suficiente segurança sanitária e que a maioria da categoria não tomou ainda a segunda dose da vacina contra covid-19. O ensino está sendo remoto desde março de 2020, quando iniciou a pandemia.
Segundo o sindicato da categoria, antes da decisão houve reuniões com as secretarias de Educação e Saúde apresentando todos os problemas das escolas e preocupações com a falta de segurança para o retorno. E que, em todos os momentos, os órgãos informaram que também entendem que não seria o momento para retornar, mas que não atuam para alterar o cenário atual de retorno escalonado. Além disso, ainda não há respostas para diversos questionamentos da categoria.
O presidente sindical Pablo Gomes diz que acredita na democracia e que o pleito foi o mais democrático possível diante das adversidades ocasionadas pela pandemia em que vivemos.
O principal motivo da paralisação é a preservação de vidas. "Venceu a greve, greve esta em defesa da vida, da luta para se valer a constituição que garante a todos o direito a vida. A luta não é só dos educadores para educadores, mas dos educadores para tbm os seus educandos e suas famílias que ainda estão a mercê desse vírus que ceifou mais de 500 mil vidas neste país", exalta Gomes.
Ele entende que o ensino presencial é o melhor, mas neste inverno rigoroso, onde os protocolos exigem janelas abertas, seria catastrófico a retomada aos alunos, em sua maioria de periferia e muitas vezes sem condições de vestimentas adequadas.
A Secretaria Municipal de Educação ainda não se pronunciou sobre a paralisação.
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