Devido a pandemia do covid-19, tivemos que nos adaptar e criar uma nova perspectiva sobre a forma de consumir cultura e entretenimento.
Desde março de 2020, as produções cinematográficas foram profundamente afetadas pelo coronavírus. Estúdios, vendo as iniciativas de isolamento social e a necessidade de fechar salas de cinema, decidiram empurrar diversos longas em seus calendários, adiando-os para 2021 ou até mesmo deixando-os sem uma data de lançamento definida, o que contornaria esse período .

Porém, estamos vendo também um caminho razoavelmente diferente sendo tomado por grandes estúdios, e que pode ter um impacto significativo nos próximos anos: o lançamento misto para streaming e para os cinemas.
Essa é uma decisão bem interessante porque traz um elemento crucial e que cai muito bem com o público: a possibilidade de escolha. Basicamente, quem está acostumado ou gosta da experiência cinematográfica, e está vivendo em um lugar onde o combate ao covid-19 é levado a sério, vai poder ter a decisão de ver o filme na mídia tradicional (ou seja, os cinemas) ou no streaming.

Essa é uma iniciativa interessante e que certamente será considerada pelos grandes estúdios (como já foi noticiado pela própria Disney). O que isso quer dizer, a longo prazo, é que mesmo depois que a pandemia for contida, ainda podemos ter um modelo de exibição misto. E essa decisão é bem sábia por uma variedade de motivos, por exemplo, o alcance da mídia para fora dos grandes centros urbanos onde o cinema ainda não chegou e até mesmo a fomentação de mais produções focadas na mídia digital.
Isso significa que é o fim do cinema como conhecemos? Obviamente que não. Nas décadas de 50 e 60, a televisão apresentava uma ameaça maior à soberania das telonas. O que temos agora é um novo começo e a chance de explorar novos modelos de exibição, além da oportunidade de dar ao público a decisão sobre qual forma ele quer consumir os produtos oferecidos.

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