Você decide procurar um psicólogo. Após tomar a decisão muitas perguntas podem surgir. A ansiedade ao pensar sobre encarar uma pessoa desconhecida e falar de coisas íntimas pode surgir. Isso é normal. É um processo novo, onde você terá que expor suas queixas ou os motivos pelos quais se encontra ali. Um ponto importante desse processo é o sigilo. O profissional psicólogo é regido por um Código de Ética, que aborda a questão do sigilo profissional. Ou seja, ele deve proteger através da confidencialidade a intimidade daquele que lhe procura profissionalmente. O que for falado em sessão fica condicionado a isso, ou seja, é sigiloso.
Outro ponto a ser analisado é que muitos temem que o psicólogo possa traçar julgamentos pelo que lhe é dito. Como profissional, ele precisa fazer uma escuta do que você tem a dizer, promovendo que coisas inconscientes venham a se tornar mais conscientes e com isso decisões sejam tomadas de forma mais clara. O psicólogo tem o papel de ouvir, acolher. Ele não está ali para julgar ou usar de preconceitos sobre o que escuta. Assim como o paciente, o psicólogo não sabe de tudo. Ele precisa ouvir o paciente, não há certo ou errado. Portanto, é importante que o paciente traga suas questões e sem restrições. Sempre digo que psicólogos não tem poderes mágicos, ele precisa de dados para trabalhar. Ser franco e o mais aberto possível é o caminho.
Na primeira sessão, o profissional também se apresentará. Ele exporá sua forma de trabalhar, e o paciente pode ficar a vontade para esclarecer suas dúvidas. Perguntar não é problema. Você tem direito a ser orientado sobre o inicio do processo. A interação da dupla fará com que se conheçam e com o tempo, a ansiedade vai se indo e o momento terapêutico passa a ser entendido realmente como um momento de cuidado de si. Pode ocorrer em alguns casos, em que o paciente não se identifique com a abordagem do psicoterapeuta. Em casos assim, é importante fazer uma sessão de encerramento, abordando a finalização do processo. O importante é não desistir, pois não há nada de errado em não se adaptar.
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