Então, nosso querido mês de setembro chegou e com ele a celebração, o orgulho de ser gaúcho é renovado, mas também é tempo de cuidarmos um dos outros, escutem nosso chamamento!!!
Caro leitor, o mês de setembro além das festas e festejos farroupilhas, também é conhecido pela Campanha Brasileira de Prevenção ao Suicídio. A ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) juntamente com Conselho Federal Medicina (CFM) desde 2014, atua na sua organização com objetivo de conscientizar a população, bem como, atuar na prevenção, pois quanto mais dialogarmos sobre o assunto e termos espaço, poderá diminuir o tabu e ser visto como tema importante de saúde.
Sendo assim, um mês tão festivo para nós gaúchos, que tal ficarmos mais atentos aos nossos colegas do meio tradicionalistas, aos integrantes dos CTGs (Centro Tradições Gaúchas)?
Afinal, com gestos simples podemos acolher alguém que está, nas entrelinhas, nos sinalizando que algo não está indo muito bem.
Na rotina da maioria das entidades tradicionalistas há o convívio social de todas as gerações e isso nos abastece como seres humanos, porém, observe os seus, por vezes poderá ter alguém apresentando comportamentos que antes não tinha, como por exemplo: ficar mais calado, faltar aos ensaios ou aquele baile com o conjunto que, jamais deixaria passar sem dar aquela bailada.
Em alguns momentos de diálogo, podemos trazer frases que na ânsia de deixarmos a pessoa mais tranquila ou sair daquele assunto, dizemos para deixar para lá, porque é vida que segue, quando na verdade, precisamos é escutar, livre de qualquer julgamento e irmos assim em busca de uma ajuda profissional.
O adoecimento emocional, não tem idade!!! Vai do piá ao xirú e tão pouco tem distinção entre prendas e peões. Todos nós estamos sujeitos as mazelas silenciosas que invadem o pensamento, porém, quando acolhidos com carinho, amor e compreensão pelas pessoas que são importantes em sua vida (família, amigos, profissionais da saúde), o desfecho poderá ser de muito sucesso e celebração.
Quem não gosta de chegar num baile e ser recebido aos abraços e cumprimentos saudosos dos amigos e colegas?
Ou então chegar no ensaio e todos estarem com um sorriso de bem-vindo e com a energia da afetividade em alta?
Se o ambiente ajuda a melhorar, que sejamos catalizadores dessa mehora, levando sempre aos lugares onde vamos um tanto de alegria, de palavras de afeto e aconchego e o melhor conector sempre é o abraço, aquele abraço apertado, sincero e carinhoso.
Quem entrega seu melhor abraço, sempre energiza o universo com o bem, as almas se conectam e trocam fluídos de bondade e afeto.
As vezes um abraço fala mais que um discurso, basta que entreguemos de todo o coração.
Dom Barulho sempre ensinava que a gente deve ter bom cavalo, cusco das confiança e parceiros pra escorar a lida, que não frouxem o braço do laço, não neguem um abraço apertado e que o aperto de mão seja sempre para lacrar a amizade.
Nesse setembro, além do orgulho farrapo, que possamos seguir cuidando uns dos outros, pois o tema é muito sério e não podemos ter olhar de que não passa de uma frescura, mi-mi ou aquela frase “Nos meus tempos, não tinha estas frescuras.” Talvez, em outros tempos o tema era ainda menos conhecido ou abordado, mas agora não mais!
Vamos oferecer espaço de lazer, cultivo da tradição, mas também olhar atento e cuidadoso com aqueles que formam a sociedade, que tornam alegre e colorida nossos galpões.
De mãos dadas, como na roda grande da Valsa das Cadenas, sigamos ajudando a formar uma sociedade de bondosos sentimentos.
“Que o maior presente entre as pessoas, sejam a bondade e o amor fraterno!”
Mário Terres e Tainara Moraga
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