O Plano Diretor de Guaíba está em processo de revisão. Uma empresa foi contratada há cerca de um ano para a realização dos estudos técnicos, e a minuta deve estar concluída até a metade do próximo ano. Na sequência, o documento será encaminhado para debates públicos e apresentado à Câmara de Vereadores e à comunidade, segundo a secretária de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade, Paula Paroli.
Está em andamento uma revisão geral de toda a legislação municipal relacionada à gestão urbana e à ocupação do solo, abrangendo o Código de Obras, o Código de Posturas e o Plano Municipal de Mobilidade Urbana. A proposta prevê a criação de espaços voltados à saúde mental e física, com ampliação das áreas de lazer e ciclovias. Para ela, é preciso repensar como a cidade quer crescer, trazendo à discussão o Centro, que vem envelhecendo, e propondo um zoneamento gastronômico e cultural capaz de estabelecer diretrizes para o desenvolvimento econômico e turístico da cidade.
“O novo plano deverá ser resiliente e sustentável, alinhado ao sentimento da população de Guaíba. A cidade não pode ser pensada apenas para o automóvel, mas para as pessoas”, afirmou.
Paula Paroli também adiantou alguns projetos da secretaria, que passou por uma reestruturação e conta com um novo quadro técnico. Um deles é a retomada do projeto da Unidade de Conservação José Lutzenberger, agora com a formação do novo Conselho Gestor. O foco será a elaboração do plano de manejo, que irá estabelecer as diretrizes de uso e preservação da área.
Um projeto piloto de coleta seletiva do lixo deve começar em 2026. De acordo com a secretária, “não há como falar em coleta seletiva sem educação ambiental”. Por isso, ao longo deste ano, diversas ações foram realizadas nas escolas, incluindo o plantio de mais de mil mudas.
Ainda no primeiro semestre de 2026, está prevista a inauguração do Eco 100 Mirante, voltado à educação ambiental contínua. O espaço deve ser aberto até março, nos fundos da Prefeitura, na Rua São Paulo. No local, estudantes poderão observar a movimentação de aves, além de participar de atividades educativas, exposições e palestras.
"Nós temos uma fauna rica naquela localidade, com vários animais. É uma intervenção simples, mas que vai dar uma dinâmica para a nossa cidade", destaca.
Na avaliação da secretaria, a principal causa da poluição do Arroio Passo Fundo é a ocupação irregular ao longo da bacia, sem tratamento de esgoto. Estima-se a existência de cerca de três mil unidades irregulares na região. Algumas famílias que viviam próximas ao arroio já foram realocadas por meio do programa Compra Assistida, permitindo a liberação do corredor ecológico.
Dentro do projeto de resiliência do município, estão previstas ações como a dragagem do Arroio Passo Fundo, do Arroio do Conde e do canal da Celupa. As intervenções podem contribuir para reduzir os impactos de futuras enchentes na cidade.
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