Repórter Guaibense

Segunda-feira, 25 de Maio de 2026

Notícias/Segurança

Polícia Civil resgata trabalhadores em situação análoga à escravidão em Guaíba

Seis trabalhadores foram encontrados em insalubres de moradia no bairro Ipê, na zona norte da cidade

Polícia Civil resgata trabalhadores em situação análoga à escravidão em Guaíba
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A Polícia Civil resgatou trabalhadores em situação análoga à escravidão nesta terça-feira (8) em Guaíba. Seis trabalhadores  foram encontrados em insalubres de moradia no bairro Ipê, na zona norte da cidade.

As vítimas, uma gaúcha e as outras oriundas da Bahia, de Minas Gerais e do Pará, haviam sido cooptadas por um empreiteiro a fim de realizarem obras relativas à construção civil, com a promessa de carteira assinada, café, almoço, janta e alojamento gratuito, e o recebimento de 3 reais por metro quadrado de bloco construído. Quando chegaram, os trabalhadores foram surpreendidos por um alojamento em condições precárias, sem cama, com apenas três colchões no chão, banho frio, alimentação de péssima qualidade (crua, sem sabor, onde foram encontrados plástico e cabelos, e por vezes estragada).

As carteiras de trabalho não foram assinadas e nenhum valor foi pago. Estranhamente, os empregados foram orientados a mentir para os encarregados da empresa onde iriam prestar serviço que haviam feito exame admissional, o qual não havia ocorrido.

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As vítimas trabalharam por alguns dias e depois ficaram ociosas no alojamento, sem entender o que estava acontecendo e sem receber qualquer explicação. Quando um dos trabalhadores cobrou o pagamento pelo serviço prestado e reclamou das condições, foi retirado do alojamento de forma ameaçadora por seis homens de uma empresa de segurança, sem receber pagamento algum. A partir desse dia, sumiram as chaves do alojamento e as portas não puderam mais ser trancadas, o que as vítimas entenderam como uma ameaça. Os trabalhadores afirmaram que, ainda no dia de hoje, os mesmos "seguranças" estavam na frente do alojamento em tom de ameaça.

Dando sequência às diligências, os agentes encontraram o suspeito, proprietário de uma empreiteira paulista, Alice Construções, ao qual foi dada voz de prisão em flagrante. Em pesquisas aos sistemas informatizados, verificou-se que o investigado já estava respondendo por fatos semelhantes no estado de São Paulo. O investigado foi encaminhado ao sistema prisional.

 

 

Segundo a delegada Karoline Calegari, as investigações serão aprofundadas e a Polícia já tem suspeitos de quem sejam os seguranças responsáveis por coagir as vítimas e a "cozinheira" contratada, os quais também irão responder criminalidade. As vítimas foram ouvidas e encaminhadas a lugar seguro, onde receberão auxílio da Secretaria da Assistência Social e do Ministério do Trabalho.

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