A Holanda pode ser aqui 
Vamos aprender com quem soube fazer melhor??
Devemos aprender com quem faz a diferença, faz o seu melhor e na causa animal não poderia ser diferente, não é?
Ao redor do mundo, muitos países estão melhores do que nós em relação ao bem-estar animal, bem como alguns são muito mais precários.
A Holanda conseguiu ser o primeiro país a não ter mais animais abandonados e isso é incrível, uma vez que a Organização Mundial da Saúde estima que existam cerca de 200 milhões de cães abandonados em todo o mundo.
Mas o que os holandeses fizeram para ter um resultado superpositivo?
O governo holandês criou um programa financiado pelo estado em três etapas, onde a ideia era castrar, vacinar e doar, sem envolver qualquer eutanásia.
Eles desenvolveram campanhas de castrações massivas para todos os animais, inclusive os abandonados, diminuindo assim as reproduções e os abandonos.
Neste programa, para incentivar o aumento das adoções, o governo passou a cobrar impostos maiores na compra de animais em lojas.
Para os holandeses, a “saúde de um cachorro passou a ser vista como um reflexo do bem-estar do dono”.
Além disso, a Holanda criou uma força policial para monitorar crimes contra animais, incluindo resgate de animais em apuros. O agressor recebe multas altíssimas e responde por crime com penas de reclusão.
Eles acreditam que há uma correlação entre como a sociedade trata seus animais e como trata seus cidadãos, que há uma ligação direta entre a violência contra os animais e a violência contra os humanos.
Atualmente, cerca de um em cada cinco holandeses tem um cachorro, após o programa de adoção.
Claro que compararmos um programa realizado em um país com território bem menor que o nosso e rico financeiramente é complicado, porém não é impossível. Cabe as cidades e aos estados desenvolverem políticas públicas neste sentido e claro que a participação popular é importantíssima, como em todas as mudanças esperadas.
Vale ressaltar que estas normas e programas abrangem animais domésticos e não animais destinados ao abate ou ao trabalho.
No mundo, a causa animal foi defendida primeiramente pelos europeus, em meados de 1802, mas a principal publicação foi a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, em 1978, proclamada pela UNESCO. Nos EUA, além de existir pena de reclusão para crimes de maus-tratos, também são aplicadas multas altíssimas, dependendo do estado e da crueldade do crime praticado.
Assim como na Europa, os EUA são pioneiros na causa animal, pois a primeira norma contra crueldade animal surgiu em 1804 e em 1990 surgiram mais leis em decorrência de estudos científicos que relacionaram a ligação direta entre abuso animal a outras formas de violência humana. Eles perceberam que muitos criminosos periculosos haviam começado na infância a demonstrar sinais de agressividade contra animais.
Já na China, não existem normas de proteção ao bem-estar animal, mas desde 2009 alguns ativistas que viajam pelo mundo e reconhecem a necessidade de mudança da cultura em relação a causa animal, pressionam o governo chinês para elaboração de leis que protejam animais domésticos (incluindo os abandonados), porém ainda é notória a falta de apoio popular.
Aqui, no Brasil, caminhamos a passos lentos, mas acredito que se a sociedade se reunir em prol da causa, muitas mudanças poderão ocorrer e quem sabe um dia possamos, assim como a Holanda, comemorarmos um marco tão especial.
Até o momento, na nossa cidade, temos castrações oferecidas mensalmente pela Prefeitura, porém os abandonos continuam. Precisamos, como cidadãos, oferecer denúncia aos crimes de maus-tratos para que a Lei Sansão seja cumprida e devemos cobrar do poder público um local para acolhimento dos animais abandonados e vítimas de maus-tratos, bem como requerer a aplicação de multas pelos crimes de maus-tratos.
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