A história de Hachiko foi bastante divulgada no filme “Sempre ao seu Lado”, de 2009, porém para o povo japonês o cãozinho Hachiko já era bastante conhecido e respeitado.
Hachiko foi um cão que amava seu dono acima de tudo e o acompanhava diariamente até a estação de trem na cidade de Odate, onde ele embarcava para o trabalho. O cãozinho tinha tanta lealdade e companheirismo pelo dono, que mesmo após a morte do Sr. Hidesaburõ Ueno, um professor do Departamento Agrícola da Universidade de Tóquio, o cão se manteve em vigília na estação de trem, aguardando o retorno dele por quase 10 anos.
Eu conheci a história deste cãozinho, que esperou pelo retorno de seu dono por longos 10 anos, através de uma amiga que é japonesa, bem antes do filme ser divulgado. Ela me falou sobre a visita à estátua feita ao cãozinho e a admiração deles pela lealdade que o Hachiko demonstrou ao seu dono.
Algo realmente raro, não um sentimento raro entre os animais, claro, mas para os humanos, talvez o Hachiko tenha chamado mais atenção pelo comportamento de aguardar o dono no mesmo lugar, por longos anos, abaixo de sol, chuva e neve. Impressionava e aguardava o retorno de quem ele mais amava.
Isso tudo ocorreu em maio de 1925, quando o seu dono sofreu um AVC e veio a óbito na faculdade. Nesta época, o cão tinha apenas 2 anos e não aceitou a partida de seu dono. Fugiu da casa onde foi morar e sempre retornava à estação de trem para aguardar por ele. Sua vigília começou a chamar a atenção de todos os passageiros daquela estação e as pessoas começaram a alimentá-lo. Porém, ele ficou vivendo na rua e seu corpo sofria com isso.
Hachiko era da raça Akita e um aluno do professor falecido começou a escrever sobre o Hachiko por anos, já que estudava e escrevia sobre esta raça. Assim, a história dele foi ganhando os jornais. Com o tempo, um importante jornal japonês publicou a história de Hachiko e sua devoção à memória de seu mestre impressionou a todo o povo japonês, tornando-se um modelo de dedicação à memória da família.
Pais e professores começaram a usar a história de Hachiko como exemplo para educar crianças.
Quando Hachiko morreu, foi declarado um dia de luto pelos japoneses. Ele aguardou por quase dez anos e morreu no mesmo lugar. Seus ossos foram enterrados na sepultura do professor Ueno, no Cemitério Aoyama, Minami-Aoyama, Minato-ku, Tóquio.
Sua pele foi empalhada para conservar-lhe as formas e submetido a substâncias que o isentam de decomposição e está em exibição no Museu Nacional da Ciência do Japão em Ueno.
A estação de Odate, em 1964, recebeu a estátua de Hachiko. Todos os anos, no dia 8 de março, ocorre uma cerimônia solene na estação de trem de Shibuya, em Tóquio, em homenagem à lealdade e devoção de Hachiko.
Em razão da história de Hachiko, pelo zelo e lealdade, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japonês e proibida sua exportação.
Essa linda história sobre lealdade, para todos que são amantes dos animais não é surpresa, pois sabemos que os animais são por essência leais. Claro que como as pessoas, todos têm a sua personalidade, sendo que uns demonstram mais que outros. Mas na verdade todos são por excelência sensíveis, leais, carinhosos e amáveis com aqueles que zelam por suas vidinhas.
Assim, vale ressaltar que o luto para nós é difícil, mas para eles é talvez até pior. Embora entendam e sentem, não existe como explicar a eles que o tempo pode amenizar a ausência.
Devemos respeitar o luto deles, que pode ser por humanos ou por algum companheiro de quatro patas.
A gatinha da minha mãe, quando ela faleceu, ficou por semanas escondida sob a colcha da cama, onde minha mãe dormia. Era muito triste ver o sofrimento dela...
Eles ficam de luto em média por 2 meses.
Em verdade, todo luto é difícil, mas talvez eles saibam de tudo de forma diferente, mas isso não diminui a dor e a dor é dor da perda é do tamanho que cabe no coração de cada um...
Os animais enlutados podem apresentar alterações no apetite e sono, insegurança, ficar procurando o tutor pela casa, ficar prostrados, tristes, com falta de interesse em atividades e com carência. Podem ainda mudar o comportamento vocal, latindo mais, uivando, chorando, miando alto, etc.
Para ajudar os animais nesta fase é importante que os tutores tentem envolver os animais nas atividades, como passeios e interações com outros animais. Para os cães, novos ambientes são indicados.
Se o luto for de um tutor, o melhor é ir aos poucos retirando objetos com cheiro para diminuir a dor e a separação do dono.
Sim, eles são seres sencientes e como nós passam pelo processo de perda, requerendo atenção e carinho.
Tenhamos ATENÇÃO e principalmente COMPAIXÃO com nossos bichanos!
Todos eles podem nos ensinar belas lições como o HACHITO.
Não compre animais! ADOTE!!!

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