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Domingo, 30 de Agosto de 2026

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Ansiedade

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A ansiedade é parte do nosso desenvolvimento enquanto seres humanos, se faz presente especialmente nas situações que geram medo, dúvida ou expectativa. É um alerta para que estejamos atentos a situações de perigo ou ameaça e possamos nos proteger ou reagir, mas eventualmente, ela ultrapassa aquilo que é adaptativo e necessário e se torna patológica e fonte de problemas. Costumo dizer que é como o alarme de uma casa, que dispara sem que nenhuma porta tenha sido forçada. Neste caso, a casa é nosso corpo, que reage como se estivéssemos em perigo, sem que haja perigo concreto ou a reação é absolutamente desproporcional ao perigo real.

Um transtorno de ansiedade não é aquele frio na barriga antes de uma prova difícil ou daquela apresentação de uma oratória. Também não é aquela inquietude na espera do carinha que vai te buscar para jantar pela primeira vez ou a pressa para que chegue logo aquele dia da viajem tão planejada e nem mesmo aquela preocupação já corriqueira de eventualmente se contaminar com coronavírus. Ansiedade, que configura um diagnóstico, é sofrimento real e paralisante.

Nos quadros de ansiedade é muito comum que os pacientes passem por avaliações clínicas e cardiológicas antes de serem encaminhados ao psiquiatra, muitas vezes escutam dos médicos: “tu não tens nada, é tudo psicológico”. Importante esclarecer, que tudo o que a pessoa sente é real, os sintomas estão presentes no corpo do indivíduo, entretanto, a razão que explica esses sintomas não está no órgão em que se manifestam, mas no desequilíbrio de neurotransmissores que levam àquela reação.

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Os transtornos de ansiedade, na prática psiquiátrica, são divididos conforme a forma que a ansiedade se apresenta: Transtorno de ansiedade generalizada (TAG), Fobia específica, Fobia Social, Transtorno de pânico, Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Cada um deles com manifestações peculiares e tratamentos mais apropriados. Mas de forma coletiva, em todos esses transtornos mentais a ansiedade se faz presente em intensidade e frequência suficientemente importantes para afetar o funcionamento habitual do indivíduo e sua rotina.

O uso indiscriminado de tranquilizantes do tipo benzodiazepínicos no Brasil (tanto prescritos como obtidos sem receita de forma ilícita) tem sido fonte de enorme preocupação com o futuro dos pacientes. A preocupação se deve tanto ao potencial de abuso e dependência desses medicamentos, como o desenvolvimento de quadros demenciais com o uso crônico. Tranquilizantes deste tipo são, em geral, apenas um sintomático e seu uso deve ser atentamente acompanhado por um médico quando eles forem necessários. Habitualmente, um tratamento de longo prazo com medicamentos seguros e de forma bem orientada deve ser instituído e monitorado para uma melhora consistente.

Se você está em dúvida se a sua ansiedade merece ou não um tratamento, seja psicoterápico, seja medicamentoso, busque ajuda. Qualidade de vida precisa ser nossa prioridade sempre, e todo tratamento começa por estilo de vida saudável, nem sempre isso é suficiente e para isso temos as diferentes abordagens terapêuticas.

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Luciana Bridi

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Luciana Bridi

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