O primeiro ponto que desejo abordar sobre esse assunto é que o próprio quadro psiquiátrico pode desencadear dificuldades de natureza sexual. Redução de libido, disfunção erétil (impotência), anorgasmia e ejaculação precoce podem estar presentes em razão do diagnostico em si. Tanto quadros depressivos como ansiosos podem afetar a vida sexual e o tratamento adequado pode trazer melhoras significativas a todas as esferas da vida do paciente.
Sintomas sexuais também podem ter origem na saúde geral, uma ampla avaliação sempre está indicada quando eles se fazem presentes.
É inegável que os diferentes tipos de medicamentos psiquiátricos podem também causar esses sintomas como efeitos colaterais. Quando a queixa existe é necessário fazer a conexão temporal, se o sintoma se iniciou logo após o início da medicação ou se já existia e persiste ou foi agravado. Muitas vezes, ainda que tenha sido uma dificuldade provocada pela medicação, é um sintoma transitório, que se resolve em poucas semanas. Outras tantas vezes o problema persiste e realmente se faz necessária associação farmacológica ou substituição do medicamento.
Alguns medicamentos tem maior probabilidade de causar para-efeitos sexuais que outros, importante manter um diálogo franco com seu(sua) médico(a) a fim de que possa fazer a escolha mais acertada ao seu perfil pessoal e perfil sintomático, minimizando a possibilidade de afetar negativamente sua vida sexual.
O mais importante: qualquer tratamento de saúde deve considerar o paciente integralmente tendo como objetivo melhor qualidade de vida. Um bom profissional sempre vai buscar a escolha mais exata a cada pessoa pesando custos e benefícios de forma personalizada.
A psiquiatria hoje dispõe de um amplo arsenal terapêutico, dialogue sempre na busca no que melhor se alinhe a você.
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