Se a sua resposta a essa pergunta for não, você não está sozinho. De acordo com a Associação Brasileira de Sono, essa é a resposta de 1 em cada 3 brasileiros. Deste modo, não é uma surpresa que a prescrição de hipnóticos e sedativos esteja em franco crescimento nos últimos anos. Diferentemente do que muita gente pensa, dormir mal não costuma ser um problema em si, insônia frequentemente é sintoma de alguma outra questão primária, depressão e ansiedade especialmente.
A insônia pode se apresentar de diferentes formas, inicial (dificuldade em conciliar o sono), intermediária (despertares no meio da noite com dificuldade em voltar a dormir) e terminal (despertar precocemente) são as principais, mas a sensação de dormir e não descansar também não é incomum.
Durante o sono acontece uma série de processos biológicos importantíssimos para a nossa saúde física e mental, dormir bem não é um luxo, é necessidade básica. Uma má noite de sono possivelmente gerará um dia seguinte com alterações de humor, desatenção e sonolência e caso isso se repita cronicamente, o agravamento desses problemas fatalmente acarretará em perda de qualidade de vida.
Tratar a insônia passa necessariamente por adequada avaliação diagnóstica de cada caso em particular, a fim de esclarecer se é um problema primário do sono ou secundário a outra condição, se a rotina daquela pessoa pode estar contribuindo para agravar o problema e determinar então a melhor abordagem de tratamento, que nunca é unicamente medicamentosa. Muitas vezes uma boa correção de hábitos é o suficiente.
Não basta tomar um sedativo se você ingere estimulantes especialmente à noite (café, chimarrão, chá preto, chocolate, refrigerantes à base de guaraná e cola, energéticos). Atividade física durante o dia é um ótimo aliado, mas nas 6h que antecedem o sono não. Cochilos diurnos de mais de 30 minutos em qualquer horário podem afetar a qualidade do sono, assim como ambiente muito iluminado antes de dormir ou luz de qualquer intensidade durante o sono. Atenção com o uso de telas ao deitar, busque reduzir ao mínimo a luminosidade. Nosso ciclo sono-vigília depende da secreção de substâncias que só se dá de forma otimizada no escuro. Aprender a meditar pode ser útil, há aplicativos que auxiliam no processo se você for um iniciante.
Caso você já tenha tomado todas as medidas para um sono de qualidade e ainda assim “conta muitos rebanhos de carneirinhos” durante a noite, procure ajuda. Passar a vida dormindo mal, não é uma opção. A preservação de nossas capacidades cognitivas futuras depende de boas noites de sono e nosso bem estar imediato também.
Faça o que for necessário, mas por você, durma bem.
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