Teoricamente, uma “SOCIEDADE” (em se tratando de uma agremiação, um clube) deveria sobreviver da ajuda e apoio dos seus sócios, o quadro social de uma entidade deveria manter ela em todo o conceito de MANTER, ou seja, manutenção, impostos, tributos e tudo o que está previsto para manter um clube, sociedade, entidade, ou o que seja, de pé.
Como assim, porque “teoricamente”?
Porque hoje em dia as sociedades, ou os clubes sociais, perecem em falta de quórum, sofrem para se manterem de pé, prestando o serviço para a sociedade, seja ele divertimento, cultura, entretenimento, enfim, um lugar onde o público possa se encontrar, interagir e desenvolver o convívio social.
O lugar que temos subsídios para trazer as dificuldades e onde convivemos neste ambiente de organização social é o CTG, o Centro de Tradições Gaúchas Gomes Jardim, aqui em Guaíba e temos propriedade para tratar do assunto, afinal um faz parte desde 1982 dessa entidade, marco da tradição dessa cidade. A outra desde 1994 permeia o tradicionalismo de forma ampla a profunda, entre artística e cultural, com representatividade.
CTG é lugar de cultura, de arte, afeto, fraternidade e de desenvolvimento dos cidadãos, onde se aprende a conviver em sociedade, comungar de coisas simples e ligadas a nossa essência.
Para manter esse lugar de conexão com a essência “em pé” precisamos garantir um mínimo quadro social, pois as contas fixas (água, energia, manutenção) acontecem todos os meses, não são sazonais e hoje em dia, manter o quadro social ativo e em dia é de uma dificuldade atroz.
Por onde andam a vontade de conviver em sociedade?
Poderia ser um ponto de partida para esta reflexão.
Será que estamos somente virtualmente ligados? Há momentos que nos questionamos sobre a rotina, a mesmice, mas então, o que estamos fazendo para ser diferente?!!
Talvez frequentar um CTG, possa ser uma alternativa, nesse local onde se preconiza o convívio, independentemente da idade, basta uns minutos de prosa e já saímos com um conhecimento aqui, outro ali. E olha que para aprendermos não tem idade, nem para quem aprende e nem de quem ensina.
Ambiente favorável para lidarmos com as diferentes percepções e maneiras de lidar com as situações, porém, é isso que enriquece uma boa troca de ideias, não é mesmo?!
E sabe aquele dia que chegamos cansados do trabalho ou da escola? Aí lembramos que é dia de ensaiar no CTG, por exemplo, ou quem sabe aquele baile bem gaúcho, no final de semana, para encontrar os amigos e familiares, aliviar a mente e dar espaço para as emoções que nos conectam o que nos faz bem!
Porém, para que estas entidades tradicionalistas se mantenham ativas é preciso que a sua comunidade ao entorno também seja participativa em seus eventos e chamamentos, para que mantenhamos a cultura gaúcha viva e seguindo seus princípios.
Já dizia Dom Barulho: “Preservar o passado é garantir que o futuro traga a evolução sem perder a essência. A essência do gaúcho que rebuscamos é simples, sem floreios, mas sério, de respeito e de valor. Valores são algo que não devem mudar, nem com o tempo e nem com a evolução, pois nesses valores é que se fundamenta uma sociedade”.
"Que o maior presente entre as pessoas, sejam a bondade e o amor fraterno!”
Mário Terres e Tainara Moraga
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