O retorno do Campeonato Gaúcho de Futebol foi liberado nesta quinta – feira (9), mesmo dia em que o Rio Grande do Sul registrou recorde no número de novos óbitos pela covid-19, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.
Após quatro meses de paralisação, o Campeonato Gaúcho 2020 irá retornar aos braços dos torcedores em 23 de julho. Em reunião entre a Federação Gaúcha de Futebol e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, foi anunciado a liberação dos treinamentos coletivos a partir da próxima segunda-feira e permitiu a volta do torneio no final do mês.
Conforme o site da Federação Gaúcha de Futebol (FGF), a viabilização da conclusão do Campeonato Gaúcho passou por uma série de reuniões até a aprovação. Com representantes do Piratini, foram quatro compromissos oficiais e a entidade seguirá à risca as recomendações de órgãos governamentais e autoridades sanitárias. A Federação possui plano que reúne medidas de contingenciamento dos profissionais envolvidos nas partidas e diretrizes operacionais básicas.
Entre os apontamentos, estão a redução do número de sedes, jogos com portões fechados, testagem de todos os envolvidos e orientações que vão desde a concentração dos atletas até as entrevistas que sucedem os confrontos.
O Gauchão foi interrompido em 15 de março, após a 3ª rodada do segundo turno. A competição será retomada já com uma rodada de clássicos: Gre-Nal, Ca-Ju, Bra-Pel e o Clássico do Vale, entre Novo Hamburgo e Aimoré.
Restam três rodadas, além de semifinal e final para concluir o segundo turno. Caso o campeão não seja o Caxias, haverá ainda a grande final para decidir o campeão gaúcho.
Mas Leite declarou esta semana que "apelamos a todos que se mantenham sem fazer reuniões e confraternizações em função dos jogos". Portanto, até mesmo a autoridade maior do Estado apresenta um certo medo nesta liberação e concordo que é um risco, os jogos poderão trazer aglomerações aonde ainda tem pessoas despreocupadas com a atual situação de saúde publica no Estado. O Momento requer muita prevenção, nesta sexta-feira (10), o Rio Grande do Sul atingiu a marca de 36.434 pessoas contaminadas, sendo que 870 foram óbitos.
Eis um ponto de interrogação. Como será o nosso amado Gauchão? Será um “gauchinho” no meio dessa pandemia? E será que é o meio dessa história? Ou podemos estar no começo dessa história mundial? Vamos arriscar?