Desde antanho os relacionamentos são a base de toda a formação social, ao relacionarem-se os casais estipulam convivência, desenvolvem o afeto, a parceria, a paciência o apreço, enfim, tantas coisas enriquecedoras e engrandecedoras que mudam completamente.
Porém imaginem um Rio Grande antigo, sem eletricidade, sem água encanada, sem tratamento de esgotos, ou seja, um estado em construção.
Os homens e mulheres que viviam nessa época, faziam parte de uma sociedade muito diferente da atual.
Não havia rádio, televisão, os dias eram voltados a construção de seu lar, o sustento de sua família (ou a construção dessa) e ainda a preocupação com a manutenção da propriedade, afinal eram tempos difíceis e com poucas Leis.
Mesmo rudes e com o viés de terem pensamentos voltados muito ao trabalho, ao labor diário, havia tempo para dedicarem-se ao relacionamento afetivo, as mulheres eram recatadas, os homens um tanto rudimentares, tinham da indumentária e no alinhamento do pingo um cartão de visitas, ao apresentarem-se bem-vestidos e com bom cavalo já denotavam olhares atenciosos das prendas desse rincão.
Porém não havia tempo para namorar, passear pela praça, afinal nem havia praça, estamos retratando o princípio de tudo, uma sociedade patriarcal.
O comando da família era realizado restritamente pelo pai. Essa visão patriarcal do lar, em que o pai é o chefe de tudo e de todos, permeou grande parte da história da humanidade, inclusive no século XX. Esse processo de constituição familiar, na maioria das vezes, não se restringia simplesmente no objetivo de formar uma família, a qual é determinada pela relação amorosa entre duas pessoas, mas sim nos laços de união que buscavam a aproximação de duas famílias visando ao fortalecimento socioeconômico de ambas, aspectos observados principalmente nas elites dominantes
E mesmo assim, nessa construção da história do nosso povo e do nosso Estado havia os apaixonados, aqueles que detinham um amor romântico e carinhoso, mesmo em meio a rudez dos dias. Afinal a união dos seres é a aproximação das almas, o enlace dos corações, o entendimento dos propósitos.
É o andar lado a lado, caminhando rumo a objetivos próximos ou de apoio mútuo. Os relacionamentos são um universo infinito de possibilidades, mas a sempre com respeito e carinho.
Ainda que haja momentos mais difíceis, cabe sempre lembrar do respeito e da consideração pelo outro. Quando se ama, por vezes, somos capazes de entender até mesmo silencio do outro, não é mesmo?
Quando estamos em sintonia com este sentimento, chamado amor, gestos simples como olhar, sorrir, entender, respeitar e confiar se torna essenciais para a saúde da relação.
Quem não deseja viver um amor, assim! Não é mesmo?! Por isso, se há uma pessoa tão especial em sua vida, capaz de entender até mesmo o que não se diz, celebre! Declare seu amor, carinho e gratidão.
Aproveite ao lado de quem faz sentido para ti!
Que o maior presente entre as pessoas, sejam a bondade e o amor fraterno!”
Mário Terres e Tainara Moraga
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