Essa coluna traz à tona, em suas diversas e variadas facetas, o tradicionalismo. Esse movimento que põe a grande massa gaúcha e tantas outras pra dançar, pra ouvir, pra cantar, ferramenta de fraternidade e garantia de perpetuação das nossas raízes ancestrais.
Usamos Dom Barulho, filosofia, psicologia, pedagogia, enfim, todos os artifícios que podemos para trazer uma leitura agradável e simples para todos os nossos queridos leitores.
Hoje eu deixo de lado a minha parceira (preciso isentar ela do texto) Tainara para entregar aos leitores fatos ocorridos que desprezam a inteligência e promovem a deselegância. Vou contextualizar para não fazer linhas sem nexo.
Nossa cidade tem muitos talentos na área do tradicionalismo, principalmente na música, temos inúmeros. Vou nominar alguns e se eu esquecer outros, me perdoem, mas é só para exemplificar aos que não permeia nossa área.
Temos grandes gaiteiros, Rodrigo Santos, Fofa Nobre, Eduardo Vargas, Adriana de Los Santos, que se projetam no cenário nacional. Temos os virtuoses no violão Thiago Antunes e Cristian Silva. Temos interpretes maravilhosos, Manity Oliveira, Alan Laroca, Marcio Padula, Roger Machado, Tiago Scouto, Anildo Lamaison, Graciele de Souza, Igor Pires, Luiz Arnóbio, Sander Almeida, Alemãozinho da Cordeona, Marcus Morais, Kauana. Temos grupos também talentosos como o Entre Baguais, La Campana, De Campo e Céu, enfim, uma grandiosidade de talentos para fazer inveja a muitos outros municípios.
Pois bem, como preteridos ou menos respaldados, ocorre um fenômeno que entristece a classe artística dessa cidade nesse mandato. A secretaria de Turismo e Cultura quer precificar o trabalho dos grupos, dos músicos, do interpretes, mas chorando e regateando moedas para entregar aos nominados artistas.
Eu pergunto: Qual o motivo de achacar os de casa e dar de tudo pros de fora? Será que pensam não existir qualidade nos filhos dessa terra?
Falo isso porque a secretaria quer colocar preço no trabalho do artista, com um discurso pequeno, uma arrogância enorme (pois o secretário manda seu vassalo fazer contato) os artistas tentam ser convencidos a cobrar um valor que a própria secretaria determina.
Mas como isso?
Não, não e não! Ensaiar custa caro, comprar instrumento é caro, compor é caro, repor cordas, afinar gaita, comprar som ou alugar estúdio, tudo isso é caro. Seu secretário, quando solicitado me prontifiquei a ajudar, sem custo para essa secretaria e agora, no momento do retorno, tudo isso se esvai?
Nossa classe é desunida, mas nem por isso vou deixar de levantar a bandeira da lealdade, sei que nem todos sabem o que isso significa, mas acabou-se a lealdade.
Para que a cultura cresça ela deve ser fomentada e valorizada, apenas isso que retrato, a valorização da cultura local.
Falo pelos tradicionalistas, que na Semana Farroupilha aproveitam para levantar um dinheiro extra, para serem vistos e valorizados, mas parece que Guaíba não investe se não for “global”.
Que tenhamos a atenção do público para essas coisas que degradam os músicos que aqui habitam, querem precificar o nosso trabalho, não deveria ser assim, mas alguns vão se submeter para poder tirar seu quinhão, isso é uma falta de respeito da secretaria, se aproveitando da condição dos músicos.
Não era esse o discurso no início, não era essa a postura que se divulgava, não deveriam tratar o artista local como subproduto, mas tudo tem um porque, porém, o preço do nosso trabalho, ainda está sob nosso controle, então nos respeite, por favor!
Isento minha colega Tainara Moraga e assumo total responsabilidade pelo texto acima.
Mário Terres
Comentários: