Guaíba iniciou nesta sexta-feira (5) a Operação Triarca, voltada ao combate ao narcotráfico, que resultou na prisão de 22 pessoas envolvidas no tráfico de drogas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Os presos atuavam em três núcleos distintos, responsáveis pela compra, transporte e distribuição de entorpecentes. A ação é resultado de uma investigação da Delegacia de Polícia de Guaíba, iniciada em agosto de 2023, a partir da prisão de um indivíduo com ligações a três grupos criminosos.
Um dos núcleos era comandado por um homem de Porto Alegre, que recebia drogas de uma plantação localizada em Florianópolis (SC), onde era cultivada maconha de qualidade superior, conhecida como “skunk”. Além disso, parte dos entorpecentes vinha do Paraguai, sendo trazida ao Brasil por meio de um comparsa que abastecia, entre outros pontos, o mercado de Guaíba. Outro núcleo era liderado por um indivíduo de Guaíba, que ostentava uma vida de luxo em Capão da Canoa, desfrutando de imóveis de alto padrão e veículos de luxo.
Já o terceiro grupo era chefiado por um homem apontado como responsável por diversos crimes violentos relacionados ao tráfico. Atualmente preso e com várias condenações, ele continuava exercendo influência de dentro do sistema prisional, contando com “soldados do crime” e o apoio de sua companheira, que auxiliava na administração do chamado “negócio da família”.
Até o momento, 22 investigados foram presos e foram realizados 24 mandados de busca e apreensão cumpridos em Guaíba, Barra do Ribeiro, Tramandaí, Capão da Canoa, Xangri-lá, Porto Alegre, Amaral Ferrador e Florianópolis (SC). Durante a operação, foram apreendidas armas de fogo, como submetralhadora, espingarda e pistola roubada, além de drogas como cocaína, êxtase, maconha e crack. Veículos e outros bens também foram recolhidos. O material segue em contabilização.
Segundo a delegada Karoline Calegari, “a Operação Triarca representa um duro golpe no tráfico de drogas da região, desarticulando uma rede criminosa altamente organizada que atuava em diferentes estados e até em território internacional”.
Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.
A operação mobilizou 130 policiais civis e militares, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e suporte aéreo da Polícia Civil.
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