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Sabado, 23 de Maio de 2026

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2020: o ano mais desafiador para educação brasileira

A coluna ”Educação e Reflexão” e seus temas, passada a limpo

2020: o ano mais desafiador para educação brasileira
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Nossa primeira coluna foi publicada em cinco de abril, e de lá para cá, tanta coisa foi conversada, tanto assunto tratado, tantos foram os temas explorados. Coisas boas e outras nem tanto, tantas reflexões colocadas no papel e outras tantas provocadas em quem as lê. Missão cumprida, refletir é o objetivo. E nesta última coluna do ano quero, fazer com você leitor, uma retrospectiva deste, que foi o ano mais desafiador e peculiar já vivido na educação brasileira.

O ano letivo iniciou-se no finalzinho de fevereiro, já com o vírus de potencial pandêmico surgido na China e espalhando-se rapidamente pelo resto do mundo (no Brasil, o primeiro caso é registrado em 26 de fevereiro na cidade de São Paulo). Calor escaldante, reuniões, planos de trabalho, implementação da BNCC, decoração das escolas, recepção aos alunos, início das aulas presenciais, salas cheias de sons, alunos, cores e expectativas.

Apreensão com as notícias, o vírus se espalha pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, implantação de medidas de segurança e prevenção são tomadas, seguimos. A OMS decreta pandemia e as aulas são, então, suspensas. Angústia, preocupação, crianças em casa. Pensamos ser por um curto espaço de tempo, mas não foi bem assim. O vírus causa muitos estragos, em todos os setores da sociedade, inclusive na educação. As redes de ensino começam então a se organizar, sem muita orientação do Ministério da Educação (MEC).

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Redes, gestores, professores, alunos, famílias se adaptam, com mais ou menos dificuldades, aprendendo e ensinando uns aos outros, com muito mais perguntas do que respostas. Lidando com as tarefas da casa misturadas com as da escola e somadas as inseguranças próprias de saúde física e emocional, convivendo com perdas e tristezas, buscando uma força, uma fé de que ia passar, vai passar, vamos vencer.

O retorno presencial foi cogitado, adiado, retomado em alguns lugares, foram lançados protocolos, criados os COEs (locais, municipais, regionais, estaduais). As redes começam a investir em formação de professores e planejamento de calendários e aulas remotas, híbridas, em plataformas, programas, em tecnologias e adaptações de espaços físicos, tentando reduzir os prejuízos na aprendizagem e garantir o ano letivo. Apoiados em medidas governamentais e atuações da sociedade civil que através de iniciativas solidárias em maior ou menor proporção, buscam reduzir as desigualdades escancaradas pela Pandemia. Ainda sem uma firme orientação do MEC.

E por falar em MEC, assistimos neste ano um entra e sai de ministros iniciado por Abraham Weintraub, afastado por envolver-se em diversas polêmicas. Seguido por Carlos Alberto Decotelli, que seis dias após o anúncio de seu nome à frente da pasta, pediu demissão em meio a denúncias de plágio e informações falsas no currículo. Finalmente é empossado, em 16 de julho, Milton Ribeiro, que segue até hoje autor de declarações não menos polêmicas que seus antecessores.

O MEC, responsável por organizar e orientar o sistema educacional brasileiro, teve um ano conturbado. Entre as polêmicas temos o ENEM que foi dúvida, ainda é, no ENEM das desigualdades, as provas serão em janeiro, e não serão utilizadas as notas deste, para ingresso das universidades no primeiro semestre de 2021. A nova lei sobre a Educação Especial que pretendia reformular a forma de atendimento aos alunos, mas acabou sendo revista, felizmente, pois provocaria um retrocesso nesta área. O sucateamento de algumas modalidades como a EJA em várias regiões do Brasil, inclusive a nossa. A aprovação da continuidade do FUNDEB, que foi alvo de inúmeras manifestações públicas, no sentido em que se queria desviar verbas da educação pública para a privada, mas que também foi modificada, garantindo verba pública para a educação pública, felizmente!

Em meio a esta montanha-russa de assuntos, ainda tratamos de emoção, quando divido com você leitor a história da minha amada mãe Maria do Carmo, meu exemplo maior de ser humano e de profissional da educação. Quando ouço a opinião de outras mães sobre seus filhos estudantes em casa, quando compartilho o pensamento de educadoras especiais sobre a educação especial, quando escrevo sobre o hábito salutar e apaixonante da leitura literária, quando exponho sobre a importância e a urgência de uma educação antirracista. Quando proponho uma reflexão sobre o que esperar do ensino em 2021.

Assim encerramos o ano. E que ano foi este, senhores e senhoras! Seguimos nos reinventando e esperançando! Somos feitos de uma fibra sem precedentes, descobrimos isso juntos. Aos queridos leitores e leitoras do Repórter Guaibense, desejo um final de ano abundante em fé, paz e saúde, junto a seus familiares e que, em 2021 possamos continuar refletindo sobre educação, com ética e respeito. Um grande e caloroso abraço virtual!

 

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Carmen Almeida

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Carmen Almeida

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