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Segunda-feira, 31 de Agosto de 2026

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A síndrome da cabana

Os impactos causados por esse momento ainda não são totalmente conhecidos

A síndrome da cabana
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A pandemia trouxe em evidência a necessidade do cuidado da saúde mental. Os impactos causados por esse momento ainda não são totalmente conhecidos. Mas um distúrbio psicológico chamado "síndrome da cabana" tem sido avaliado.

Os primeiros relatos dele vêem dos anos de 1900 onde trabalhadores norte-americanos passavam longos períodos em suas cabanas esperando as nevascas passarem e o final do inverno para poderem retornar ao convívio social.  A síndrome é um estresse adaptativo que acomete pessoas que passam por dificuldades emocionais para sair da reclusão e retomar às atividades presenciais. Percebem-se dificuldades para a retomada do trabalho presencial ou comparecer a serviços essenciais que exijam a presença física. Principalmente aqueles que ainda não foram vacinados, podem sentir a angústia de ter que retomar ao dia a dia normal. Por mais que as coisas estejam retornando ao poucos o que eram antes, as pessoas tem que se preocupar em utilizar a máscara e ainda cuidar do distanciamento físico dos outros, gerando um estado de alerta permanente. 

Para a pessoa com a síndrome da cabana, sair do ambiente protegido como a casa, é ameaçador. Sentem seus lares como ambientes maios protegidos e que elas têm o controle das coisas. Inicialmente a retomada pode ser pouco produtiva e até mesmo ansiogênica. Podem ocorrer desconfortos, como taquicardia, sudorese. Quando se percebe essas alterações, é interessante pensar em outros processos que foram enfrentados com algum estresse adaptativo e como foram solucionados. Buscar apoio na sua rede, formada por familiares e amigos é indicado e ir aos poucos experimentando a rotina normal que tinha fora de casa. Caso as dificuldades sejam maiores, a ponto de paralisar e impedir de prosseguir a vida, é interessante buscar a ajuda de um psicológico para entender o que está acontecendo.

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Segundo a Pesquisa Gestão de Pessoas na Crise Covid 19, através de um estudo elaborado pela Fundação Instituto de Administração (FIA), 46% das empresas adoraram o trabalho de home office durante a pandemia. Foi um período que exigiu uma mudança rápida na rotina das famílias e após algum tempo exige novamente a reorganização para enfrentar o retorno presencial.  Soma-se junto toda a esta mobilização, que nem todos voltaram de fato, como as crianças em idade escolar.  Em um tempo relativamente curto, experimentamos muitas mudanças. Então é necessário estar atento ao que estamos sentindo.

Perceber-se, parar de agir no automático, priorizar o cuidado com o corpo e a mente podem ser lições a serem recebidas com tudo o que vivemos. Nunca falamos tanto em saúde mental. E é importante ter essa questão em pauta. Até nas Olimpíadas elas ganharam destaque quando a atleta Simone Biles desistiu de competir no time principal quando percebeu que não estava bem. Como ela disse, “temos que proteger nossas mentes e corpos”. Não somos apenas corpos que se movimentam. Temos emoções que precisam ser entendidas, para que não venhamos a sofrer. Não existem heróis que usam capas protetoras contra as tempestades emocionais. Nossa psique deve ser protegida e cuidada assim como se cuida do corpo. Como o poeta romano Juvenal disse, “deve-se pedir em oração que a mente seja sã num corpo são”.

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Mariza e Ana Paula

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Mariza e Ana Paula

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