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Sabado, 16 de Maio de 2026

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A vestimenta tradicional do gaúcho

Temos heranças primitivas que até hoje nos acompanham em nossa rotina,

A vestimenta tradicional do gaúcho
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Abordamos vários temas em nossa coluna, sempre pensando no tradicionalismo como algo amplo e com temas variados. Na coluna de hoje abordaremos o tema sobre a vestimenta tradicional do gaúcho, com uma delimitação temporal, para que todos entendam as origens.

Porém, antes de começar a discorrer sobre o assunto, queremos enviar desejos de felicidades pela passagem da data do aniversário do querido CTG Darci Fagundes, fundado em 24 de julho de 1985, a entidade completa 37 anos cultivando a nossa tradição, representando da zona sul da cidade, sempre imbuindo a comunidade num trabalho socioeducativo, com a tradição em evidência, seja pela dança, pela poesia, pelo laço. O CTG Darci Fagundes é um dos baluartes da tradição Guaibense. Feliz aniversário e vida longa ao querido CTG Darci Fagundes!

Retomando o tema relacionado ao título da coluna, em relação a nossa formação social, somos mescla de tudo e todos os que nos construíram, o tempo nos entrega uma carga de cultura, que se cuidarmos, preservarmos e entendermos nossa função de guardiões, nunca se perde.

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Temos heranças primitivas que até hoje nos acompanham em nossa rotina, algumas que nem fazemos ideia, mas nos foi legada pelas primitivas gerações. O mate, a erva-mate, o porongo, a mandioca, batata-doce, milho, feijão, também vestimentas.

Quando pesquisadores retratam o homem do campo de antigamente, o gaúcho simples e trabalhador, alguns usavam ceroula de algodão, um saiote de tecido rudimentar ou de couro, chamado de chiripa primitivo, uma faixa de algodão na cintura, camisa também de algodão e lenço.

Alguns usavam botas rudimentares feitas de “garrão de potro” e chapéu, que podem ser de feltro, e ainda, há relatos (por Fernando O. Assunção) de que usavam chapéus de “pança de burro”, cujo nome é pelo couro ser extraído dessa parte do animal muar.

As prendas usavam saias compridas de chita de algodão, camisa também de algodão e sem adorno na cabeça, cores discretas. Algumas vezes usavam lenço sobre os cabelos, outras vezes o prendiam. Uma característica dessas prendas de outrora era que nunca expunham o busto, eram recatadas e comedidas. Aos pés sapatos para lida, simples e sem saltos, para ocasiões festivas, com saltos pequenos, geralmente pretos.

A evolução e convívio com outros povos (hispânicos, ingleses, franceses, etc.) fazem com que a roupa social seja usada pelos mais sociocratas, com a formação da sociedade intelectual, e o chiripa farroupilha aparece no vestuário do gaúcho mais campestre, mais rural. Nas roupas das prendas aparecem alguns, adornos, alguns trabalhos com osso, chifre, casco de tartaruga, raramente metais e outros.

No contexto da evolução social, a política interna fervilha ocasionando a eclosão da Revolução Farroupilha e nesse âmbito de guerra interna, aparece a bombacha, não se sabe exatamente de onde veio, da Criméia, dos Britânicos, da Turquia, da Espanha, sabe-se lá de onde, o mais importante é que veio para ficar, pois conservamos seu uso até os dias atuais.

Depois desta breve retomada da historia do nosso trajar não podemos deixar de convidá-lo, caro leitor, para buscar nas fontes mais informações sobre este tema, que chama a nossa atenção e também da maioria das pessoas que não conhecem a cultura gaúcha. Afinal em tempos atuais não haveria como não chamar nossa atenção não é mesmo? Como tudo na humanidade ocorreram evoluções e na moda, não foi diferente.

Pois bem, sendo este um tema interessante e visível ate hoje por todos nós, pelos belos trajes, peões bem pilchados e prendas elegantes e comedidas, como nos refere a biografia, acreditamos que vale apena uma analise como temos nos trajados em tempos atuais. Estaria de acordo o que assistimos nas midias, por exemplo? Bem... achamos que vale a pena um olhar mais critico, ou então curioso e reflexivo. Afinal, se o que fazemos hoje é cultuar a historia, usos e costumes e será que as mulheres utilizavam em suas vestes blusas com decotes, tecidos em tons chamativos? E enteados vistosos? 

Segundo os autores a mulher gaúcha, era discreta, se arrumava com o seu melhor traje para ir ao evento, com estampas delicadas, tons mais sóbrios para casadas, alegre para as mais jovens e clarinhos para as pequenas! Seus cabelos eram presos com discrição, já as gurias tinham seus cabelos semi-presos com fitas ou flores e as guriazinhas um belo laço. Quanta singeleza, não é mesmo? Porém, esta é a essência da veste feminina.

Já os peões buscavam a veste domingueira, aquela que não subia no lombo do cavalo a não ser em ocasiões especiais, passavam água com alfazema e alecrim pela barba, lenço de seda, chapéu bem tapeado, pilchamento a capricho, afinal um bailezito animado com viola e rabeca, poder compartilhar do mesmo espaço com as damas (prendas) era tão raro, que não se podia perder a olada.

Quando iam de à cavalo, até o animal ganhava a pilcha bem preparada, com avios de prata, nem que seja num detalhe, afinal peão de estância era meio curto dos pila, mas era bem escovado, pelego batido e o entono de patrão.

A indumentária gaúcha faz parte da nossa identificação como povo, sendo assim, que possamos ter o compromisso com a autenticidade, preocupação que Paixão Cortes, já tinha em tempos de outrora, porém, muito pertinente para os tempos atuais.

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Mário e Tainara

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Mário e Tainara

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