O ano letivo 2021 ainda não começou, aliás para a rede pública estadual gaúcha, no dia 31 de janeiro, encerra-se o ano letivo de 2020. No entanto, as mentes de gestores, professores, funcionários, alunos e famílias já estão fervilhando com as expectativas relacionadas as aulas e a educação em geral neste ano. Se consideramos 2020 um ano atípico e desafiador, 2021 não se apresenta tão diferente.
Como serão as aulas: online, presencial, híbrida? Os espaços escolares estão preparados? Como será a acolhida? Como estarão emocionalmente professores e alunos? Haverá vacina para todos até o início do ano letivo? Como será a recuperação da aprendizagem? Como ensinar e aprender sem o toque, a interação? E a educação física? Haverá recreio? E a merenda? Teremos profissionais suficientes? E a evasão escolar, como combater? Como estimular alunos e professores? E as tecnologias? O acesso a internet? São tantas as dúvidas e incertezas que percebemos rapidamente que temos mais perguntas do que respostas.
Mas nem tudo é desespero, os problemas estão aí e é preciso coragem e esperança para enfrentá-los. No âmbito federal, espera-se uma atitude mais propositiva do MEC neste ano, orientando as redes de maneira eficiente e buscando combater as desigualdades, além da garantia de cumprimento do Novo FUNDEB, vital para a saúde financeira da educação brasileira. Nos âmbitos estaduais e municipais, espera-se dedicação, diálogo e empenho na busca de alternativas e soluções para as questões que já se apresentam e as que estão por vir.
Não há receita pronta, até porque jamais vivenciamos uma realidade como a que se apresenta. Também se faz necessário a clareza de que não são apenas os gestores (governadores, prefeitos, secretários de educação, direções escolares) que fazem a educação, será preciso a união de esforços de todos os envolvidos, desde os professores e funcionários de escola até os estudantes e suas famílias, para juntos irem trabalhando o enfrentamento das dificuldades, aprendendo e ensinando, convivendo e evoluindo. Juntos teremos muito mais chances de minimizar os prejuízos na área educacional.
Também é preciso citar a importância da participação dos Conselhos de Educação (Nacional, Estaduais e Municipais), de entidades como a UNDIME e UNCME, dos CPMs e conselhos escolares. Buscando no diálogo e trocas de ideias, sugestões e experiências positivas. Aproximar comunidades, escolas e redes, analisar possibilidades e realidades. Nunca se fez tão necessária a troca de soluções e práticas eficientes entre os setores ligados a educação.
É angustiante sim, vivencio estas dúvidas todas como profissional da educação e como mãe de estudantes. No entanto, sempre acreditei que só temer, reclamar e/ou criticar não soluciona o problema, será necessário trabalhar, e muito, talvez mais do que no ano passado, para garantir aprendizado, motivação, equidade, participação. Em um sentido mais amplo, garantir nosso futuro, dos nossos filhos e das futuras gerações. Não há futuro onde não há educação, e de qualidade.
A pandemia nos trouxe aprendizagens também, oportunidades de exercermos a solidariedade, a empatia, a reflexão; nos escancarou o valor da vida, da família, da verdade e do conhecimento; nos lembrou a importância da Ciência, das pesquisas, da organização, do planejamento, da diplomacia, do trabalho, da tolerância, da tecnologia. Nos impôs mais do que nunca a visão de que somos uma grande aldeia, onde a atitude de um reflete sobre a vida dos demais.
A pandemia ainda não acabou, cuidem-se. Usem máscara, álcool gel. Evitem aglomerações.
“Há duas formas de viver a vida: uma é acreditar que não existe milagre, a outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.” Albert Einstein
Comentários: