Nesta semana, a temática é sobre política e o entendimento da população sobre o que ela representa em nossas vidas.
Quando se aborda política, é comum se referir ao “significado de governo, entendido como direção e administração do poder público", a algo que deve ser realizado por especialistas que teoricamente deveriam ser administradores e de profissionais qualificados que ocupam cargos políticos e que por consequência, pertencem a um tipo de organização sociopolítica que chamamos de PARTIDOS, que disputam o direito de governar, ocupando cargos e postos a nível Federal, Estadual e Municipal.
Mas qual o sentido da política?
“A política surge não no indivíduo, mas sim entre os indivíduos, que a liberdade e a espontaneidade dos diferentes indivíduos são pressupostos necessários para o surgimento de um espaço entre homens, onde só então se torna possível a política, a verdadeira política. O sentido da política é a liberdade”.
Será que estamos conseguindo nossa liberdade através da política? Por essa linha, vê-se a política como uma “conduta duvidosa”, não muito confiável, um tanto secreta, cheia de interesses particulares dissimulados e frequentemente contrários aos interesses gerais da sociedade.
Essa cortina de fumaça que tira atenção da população travestida de pequenas ações de impacto visual, precisa começar a ser vista com outros olhos pela população! Não podemos mais deixar simplesmente para “lá” a política, sob o discurso de não sermos políticos ou porque não somos politizados, ou até mesmo porque não queremos mais nos indispor por política. A omissão da população, ou seja, nossa, pois também me incluo neste grupo, vem nos trazendo diversos problemas que, a longo prazo, terão resultados irreversíveis!
Ser politizado é, antes de abraçar qualquer ideologia política ou bandeira, compreender e entender o que é a política, as relações de poder na sociedade, a organização do Estado, dos Poderes, a diversidade de direitos, obrigações e a relação entre eles (o que se entende por cidadania). É possível compreender o processo de atuação e interpretação na política respectivamente através das ações que nossos governantes tomam sobre o coletivo, não sobre o que “A” ou “B” pensam, mas sobre qual é o impacto que determinada ação ou atitude tem em nossas vidas.
Somos constantemente “enganados” com argumentos do tipo “mas a outra gestão não fez” ou “estou fazendo isso para ajudar a população carente”. Precisamos constantemente fiscalizar e acompanhar até onde são possíveis os passos da administração pública, não tratar nossos governantes como ídolos, mas sim como profissionais que foram escolhidos pela população para gerir tudo aquilo que tem impacto direto para o coletivo e que de maneira alguma, deve buscar o interesse pessoal de quem está à frente destas administrações.
A compreensão da política não é um fim em si mesmo, ou seja, interpretar a política só faz sentido quando essa interpretação é capaz de mobilizar a classe ou o indivíduo de forma que o mesmo se torne capaz de alterar a realidade sobre a qual reflete.
PRECISAMOS REFLETIR SOBRE O IMPACTO QUE ESTAS ADMINISTRAÇÕES ESTÃO TENDO EM NOSSAS VIDAS COLETIVAS
É possível associar essa ideia de reflexão, à noção de movimento, de transformação, de fiscalização e, por fim, de consequência dada ao assunto quando vemos o problema que está se instaurando!
Grande parte dos políticos que conhecemos, em todas as esferas, logo após a exposição de um problema, tenta justificar suas péssimas escolhas, atribuindo a má gestão ao funcionamento e a realidade política, justificando que o sistema é complicado e que seus projetos são para construção do cenário ideal. Mas ideal para quem? Muitas vezes, isso não passa de um CASTELO DE CARTAS POLÍTICO, que se constrói de forma frágil e que cai com a mesma velocidade em que é elaborado!
Precisamos ter a noção clara que pagamos altos valores para profissionais POLÍTICOS que precisam trabalhar para o povo e pelo povo, manifestando total interesse como fruto da crença de que a política deve e nos trará liberdade e suporte para dias melhores.
Considerando a dimensão analítica do comportamento da política e de nossos governantes, cabe observar a reprodução do senso crítico da população como um todo, que é fundamental para as mudanças que tanto almejamos.
A postura derrotista/conformista, de aceitação passiva de medidas não razoáveis, e, ainda, com a nítida sensação de angústia que muitas pessoas sentem em relação à quantidade aparentemente infinita de problemas observados nas sociedades sem meios eficientes de transformação não pode mais perdurar e fazer parte de nossas vidas.
A política transita em todas as áreas e classes profissionais, e começa, inclusive, na instituição de classes, como notoriamente são os “trampolins” que impulsionam algumas pessoas que almejam seus cargos políticos visando o interesse pessoal. É daí que, muitas vezes, nascem os políticos sem propósitos, de condutas e atitudes duvidosas.
Precisamos entender que a política é inventada de um modo que, a cada solução encontrada, teremos um novo conflito ou uma nova luta que irá surgir, exigindo sempre, novas soluções. Em quando aparecem esses problemas, em vez de reprimir os conflitos pelo uso da força e das violências, a política deve aparecer como o trabalho legítimo dos conflitos, de tal modo que não podemos deixar que o fracasso se instale em nossas vidas como vem ocorrendo de forma natural.
Precisamos entender de política e buscar compreender o que nossos governantes têm feito no país, no nosso estado e principalmente, devemos entender como estão agindo em nosso município! Se quisermos compreender algumas coisas precisamos ter participação e entendimento por onde iniciam as ações de impacto direto do nosso dia a dia, e nada melhor que analisarmos nossa cidade, nossos bairros, nossos vereadores, secretários e gestores municipais. Como estão agindo e qual o seu papel dentro do sistema de seu mandato?
Sabemos que eles representam a sociedade na gestão pública, tendo papel determinante na fiscalização dos atos administrativos do município, sendo seu papel bem detalhado nos artigos 29, 30 e 31 da CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Mas dentro desta reflexão, quero também informar que recentemente um grupo de pessoas que tem como objetivo o exercício da cidadania, de forma democrática e apartidária, se reuniu e fez um excelente trabalho de análise do trabalho dos vereadores de nosso município bem como a produtividade de suas ações!
Esse grupo de pessoas pertence ao Observatório Social de Guaíba, que tem como formação a integração de cidadãos que transformaram o seu direito de indignar-se em atitude, em favor da transparência e da qualidade na aplicação dos recursos públicos. O grupo tem atuado de forma exemplar na fiscalização de algumas frentes da administração pública e, voluntariamente, entrega-se à causa da justiça social.
Vale à pena a leitura e, quem sabe, o contato para integrar a esse verdadeiro EXÉRCITO DO BEM que trabalha em prol do bem maior. O referido material se encontra disponível no seguinte no endereço abaixo e recomendo muito a leitura.
https://drive.google.com/file/d/1K7uH8nOF2Nqr9iruRqzfi4PGW8mkIZSY/view
Somos um povo sofrido, mas muito forte, não podemos ser apenas anônimos dentro de um sistema que tem impacto direto em nossas vidas, nas vidas de nossos filhos e quem sabe de nossos netos! Não podemos deixar que o futuro das pessoas que tanto amamos fique à mercê de pessoas que não se preocupam com o longo prazo, com a sustentabilidade e por consequência com a idoneidade moral.
Como transcrevi no início deste texto, o sentido da POLÍTICA é a LIBERDADE! Não se esqueçam, “o coração estrangula a mente quando atrai para si todo o sangue do corpo”. Se colocarmos apenas emoção em vez de razão, não vamos mudar e não mudaremos o que precisamos.
Caros leitores, a busca por informação é necessária. Não participar de discussões políticas que versam sobre os rumos de nosso país, estado ou município, não traz conforto, nem mesmo para os mais afortunados, nem mesmo para os mais necessitados, pois no final das contas, seremos todos prejudicados, lutando de forma solitária, brigando uns com os outros e o resto da história todos nós já conhecemos.
LEMBREM-SE: Decisões têm consequências.....Indecisões, mais ainda.
Mais não falo, apenas reflito.
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