Eu te prometo dias repletos de poesia.
Desde a nuvem que passa,
preguiçando nosso olhar depois do almoço,
às formigas que importunam nossa sesta.
Tudo será cheio de graça, de paz, de dor e de espanto
- tal qual nossos poemas
que insistirão em parirem-se na beira de um rio.
Eu te prometo noites cheias de aromas.
Da comida fresca na mesa posta
que te espera;
do meu banho quente e demorado em flores
que te espera;
do meu hálito sereno com palavras mansas
que te espera;
do meu corpo exausto, casto e vasto
que te espera;
do meu sexo vivo, quente e torto
que te espera.
O aroma da minha espera...
Eu te peço algo em troca:
tua mão no meu cabelo.
Teu dedos enlaçados em minhas rédeas
e isso basta.
O resto a gente conserta
no escrever dos dias.
O resto a gente inventa
no desenrolar das horas.
O resto é estrada
e a gente caminha
- juntos.
Comentários: